| Carina Ribeiro/OP |
|---|
![]() |
| Construção dos 13 canis para permanência provisória de cães já está em andamento |
Com o objetivo de reduzir a população de cães, bem como oferecer atendimento médico a animais doentes e atropelados, será construído em Marechal Cândido Rondon o primeiro Centro de Zoonoses da região.
A ONG Arca de Noé é a idealizadora do projeto, que já conta com uma área doada pela prefeitura para a edificação. No entanto, de acordo com a coordenadora de Programas e Projetos da entidade, Bianca Pizzatto de Carvalho, a viabilização da obra dependerá de contribuições da comunidade rondonense. Também pretendemos realizar eventos e promoções para arrecadar fundos para a construção, declara.
Atualmente, a área está sendo cercada por muro, bem como estão em construção 13 canis. Os recursos para esta primeira etapa da obra já estão garantidos, porém falta verba para as demais. Precisamos deixar claro que não será um abrigo de cães, até mesmo porque não há como abrigar centenas de animais de raças e portes diferentes em um mesmo local, enfatiza.
O projeto prevê a edificação de salas de atendimento, centro cirúrgico, sala de castração e os canis. No local poderá ser feita triagem de animais doentes, atropelados e os para castração. Assim, a intenção é que eles permaneçam no Centro de Zoonoses somente até a recuperação, explica. Posteriormente, os animais seguirão para doação por meio de feiras ou retornarão para as casas dos donos.
Parcerias
Conforme Bianca, o atendimento aos cães deverá ser prestado gratuitamente por estudantes do curso de Medicina Veterinária da PUC de Toledo e da UFPR de Palotina, onde acadêmicos já vêm realizando este serviço em forma de atividade prática da graduação. Será uma parceria importante que devemos firmar a partir da construção do centro, pois contaremos com um serviço sem custos para a ONG, reforça.
Atualmente, a ONG Arca de Noé está responsável por cerca de 150 animais depositados provisoriamente em uma chácara alugada e na residência de voluntários. Hoje o atendimento veterinário, material e medicamentos são custeados pela entidade, que conta com doações mensais, conta. Para se ter uma ideia, somente em ração são gastos em torno de R$ 700 mensais.
Monitoramento
Preocupada com a possibilidade de cães serem largados para a ONG no novo local, a diretoria já estuda uma forma de fazer o monitoramento do fluxo de pessoas no Centro. Seja por câmeras ou vigia, teremos que encontrar uma forma de evitar que o local seja visto como um abrigo. Já temos consciência de que muitos animais recolhidos na rua, depois de tratados e castrados, terão que ser devolvidos para a rua, pois não temos como abrigar todos, salienta Bianca.
Controle
O principal benefício do Centro, segundo a coordenadora, será o controle populacional proporcionado por meio da castração. Com um local adequado, poderemos realizar ações direcionadas. A ideia é abrir períodos voltados para o atendimento de cães que possuem donos moradores dos bairros do município. Assim, em breve teremos reduzido ainda mais a população de cachorros do município, expõe.
Bianca lembra que por meio da castração a ONG tem evitado a proliferação dos animais em Marechal Rondon. Milhares de cães deixaram de nascer desde 2006, quando iniciamos este trabalho, pontua.
Com a castração, a previsão dela é de que futuramente deixem de existir animais de rua em Marechal Rondon. Tanto comerciantes como as pessoas em geral são beneficiadas, pois deixam de ter cachorros, fezes ou lixo revirado em frente às casas e estabelecimentos, conclui.
