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Rússia acusa formalmente brasileira de pirataria

calendar_month 2 de outubro de 2013
2 min de leitura
AFP Photo 
Bióloga brasileira Ana Paula Maciel, no tribunal russo no domingo (29)

Dois dos 30 ativistas do Greenpeace detidos na Rússia por organizar um protesto em uma plataforma petrolífera russa no Ártico foram acusados formalmente, nesta quarta-feira (2), de pirataria, segundo informou o advogado da ONG, Mijail Kreindlin, citado pela agência “Interfax”. Entre eles está a bióloga brasileira Ana Paula Alminhana Maciel, de 31 anos.

Ana Paula e um cinegrafista britânico foram, por enquanto, os únicos acusados pelas autoridades russas de pirataria. A pena é pesada e eles podem, se condenados, pegar até 15 anos de prisão.

A bióloga brasileira foi presa no dia 18 de setembro com outros 29 ambientalistas. Foram detidos quatro russos e 26 estrangeiros dos Estados Unidos, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, República Tcheca, Polônia, Turquia, Finlândia, Suécia e França.

Eles tentaram invadir uma plataforma de petróleo no Oceano Ártico, a partir de um barco do Greenpeace. No último domingo (29), a Justiça russa havia anunciado que todo o grupo ficaria preso preventivamente por pelo menos dois meses. O comitê de instrução russo ainda apresentará as acusações aos demais ativistas presos na cidade portuária de Murmansk.

“É uma carga extrema e desproporcional”, disse o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo à agências de notícias. “A acusação de pirataria está sendo colocada contra homens e mulheres cujo único crime é ser dotado de uma consciência. Isso é um ultraje e representa nada menos do que um ataque ao próprio princípio do protesto pacífico”, acrescentou.

“Nossos ativistas não tinham nenhuma intenção de apoderar-se da propriedade de ninguém. Não havia nenhum ato criminoso”, emendou. O grupo ambientalista diz que o protesto foi pacífico e não representava nenhuma ameaça, e que as acusações de pirataria contra os manifestantes não têm mérito no direito internacional ou russo.

A plataforma Prirazlomnaya, alvo do Greenpeace, tem previsão para entrar em operação no primeiro trimestre de 2014.

 
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