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“Será uma campanha de convencimento”, afirma Gleisi

calendar_month 11 de fevereiro de 2010
8 min de leitura
Gleisi Hoffmann, em entrevista ao jornalista Arno Kunzler: reafirmação da candidatura ao Senado (Foto: O Presente)

Mais confiante do que nunca na sua elei ccedil; atilde;o ao Senado, a pr eacute;-candidata Gleisi Hoffmann (PT-PR) esteve ontem (10) em Marechal C acirc;ndido Rondon e regi atilde;o com o objetivo de refor ccedil;ar sua condi ccedil; atilde;o de pr eacute;-candidata. Acompanhada do deputado estadual Elton Welter, ela esteve ainda em Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Quatro Pontes e S atilde;o Jos eacute; das Palmeiras. Hoje (11) ela estar aacute; em Cascavel, onde visitar aacute; o Show Rural Coopavel.
Gleisi, que j aacute; disputou uma cadeira ao Senado em 2006, est aacute; mais confiante desta vez em raz atilde;o de uma maior organiza ccedil; atilde;o da campanha. ldquo;Agora estamos mais estruturados, desenvolvendo um trabalho com o partido, acredito que temos mais chances, estou bem animada rdquo;, adiantou.
Durante sua estada em Marechal Rondon, a petista realizou visita agrave; sede deste di aacute;rio, onde concedeu a seguinte entrevista. Confira.

O Presente (OP): A senhora eacute; candidata a senadora ou ainda existe a possibilidade de ceder a press otilde;es e convites para ser candidata a vice ou a governadora do Paran aacute;?
Gleisi Hoffmann (GH): Sou pr eacute;-candidata ao Senado. Eacute; muito dif iacute;cil reverter este quadro porque eacute; uma decis atilde;o partid aacute;ria. Decidimos que o PT, para ter um palanque forte para a ministra Dilma Rousseff no Paran aacute;, poder garantir a continuidade do projeto nacional, pode abrir m atilde;o da candidatura ao governo, fazendo uma composi ccedil; atilde;o com os partidos da base aliada, o que n atilde;o eacute; uma decis atilde;o simples para o PT, que historicamente sempre lan ccedil;ou candidatos ao Governo do Estado e as composi ccedil; otilde;es foram de segundo turno. Eacute; claro que n atilde;o eacute; um posicionamento un acirc;nime ainda, pois temos algumas resist ecirc;ncias, mas diria que eacute; um posicionamento majorit aacute;rio, at eacute; mesmo pela responsabilidade que temos no plano nacional. O partido j aacute; definiu que a prioridade, al eacute;m da elei ccedil; atilde;o da Dilma, seria ocupar uma das vagas do Senado e fazer uma boa bancada de deputados federais e estaduais. Ent atilde;o, considero quase imposs iacute;vel voltar atr aacute;s numa decis atilde;o dessas. J aacute; colocamos este posicionamento para todos os partidos da base aliada com os quais conversamos desde o ano passado. Queremos manter a bancada de quatro deputados federais e seis estaduais. Se tivermos uma onda pr oacute;-Dilma, talvez at eacute; superar os n uacute;meros atuais.

OP: Por que o PT escolheu Osmar Dias (PDT) para ser seu candidato ao Governo do Paran aacute;?
GH: Na realidade n atilde;o escolhemos o senador Osmar Dias. N oacute;s dissemos que gostar iacute;amos de manter uma articula ccedil; atilde;o com a base aliada (PMDB, PDT, PP, PR, PCdoB, PTB) e em uma entrevista que o presidente Lula deu ele disse que o PT aqui poderia ir com candidato pr oacute;prio, apoiar a candidatura do PMDB ou do PDT. Acredito que o PDT ficou com maior evid ecirc;ncia porque realmente foi diferente do que v iacute;nhamos fazendo de alian ccedil;as pol iacute;ticas at eacute; o momento. Nunca t iacute;nhamos feito uma alian ccedil;a com o PDT aqui no Estado em uma hist oacute;ria mais recente. Antes sim, porque o PDT sempre fez parte das alian ccedil;as com o PT, mas com o senador Osmar t iacute;nhamos uma rela ccedil; atilde;o mais distanciada. Esse fator fez com que o foco no PDT aumentasse. E de fato come ccedil;amos uma aproxima ccedil; atilde;o com o referido partido por uma orienta ccedil; atilde;o nacional, sem deixarmos de conversar com o PMDB. O que sentimos foi que houve uma fragilidade do PMDB na articula ccedil; atilde;o pol iacute;tica aqui no Estado e acabou que o PDT teve maior presen ccedil;a nessa articula ccedil; atilde;o.

OP: O PT corre o risco de perder o PMDB como aliado nessa elei ccedil; atilde;o?
GH: Eu espero que n atilde;o. A menos que isso seja uma op ccedil; atilde;o do PMDB. Aqui no Paran aacute; ser aacute; muito ruim (se isso acontecer), porque viemos de uma caminhada de muitos anos com o PMDB e em particular com o governador (Roberto) Requi atilde;o. N atilde;o seria bom para a base do PT e do PMDB fazermos um rompimento. Nos uacute;ltimos anos o governador tem se afastado um pouco do PT, tem feito cr iacute;ticas agrave; pol iacute;tica econ ocirc;mica do Governo Lula, ao PT, tem acenado e conversado com setores do PSDB. Eacute; um movimento que ele est aacute; fazendo at eacute; para questionar do PMDB que tem se aproximado da Dilma; ele lan ccedil;ou recentemente a pr eacute;-candidatura dele a presidente da Rep uacute;blica. Esse comportamento fez com que tiv eacute;ssemos um afastamento. Mas eu acredito que eacute; recuper aacute;vel e com di aacute;logo recompor essa alian ccedil;a.

OP: O governador (Roberto) Requi atilde;o ser aacute; candidato ao Senado e seu principal advers aacute;rio nessa disputa. Quem ser atilde;o os outros advers aacute;rios que hoje est atilde;o qualificados para a disputa?
GH: Em uma elei ccedil; atilde;o ao Senado com duas vagas eu vejo pouco a quest atilde;o do advers aacute;rio, pois eacute; uma elei ccedil; atilde;o que d aacute; op ccedil; atilde;o para o eleitor, n atilde;o eacute; uma elei ccedil; atilde;o de um candidato contra o outro, mas de convencimento do eleitor. Podem acontecer votos casados muito antag ocirc;nicos, como, por exemplo, eu ter voto com candidato do PSDB, se for lan ccedil;ado, que eacute; o deputado Gustavo Fruet; ou do Democratas, que eacute; o (Abelardo) Lupion; ou do deputado Ricardo Barros, do PP; e vou ter votos com o Requi atilde;o tamb eacute;m. Ent atilde;o n atilde;o acredito que seja uma campanha de advers aacute;rio ao Senado, mas sim de convencimento das pessoas.

OP: A for ccedil;a do presidente Lula, na sua opini atilde;o, vai interferir na decis atilde;o do eleitor para elei ccedil; atilde;o do governador do Estado?
GH: Eu acredito que sim. N atilde;o com a mesma intensidade que interfere na decis atilde;o da sucess atilde;o dele para Presid ecirc;ncia. Porque na elei ccedil; atilde;o para Presid ecirc;ncia da Rep uacute;blica n atilde;o eacute; nem uma transfer ecirc;ncia de votos, eacute; uma vontade de continuidade do governo, que o eleitor avalia. Em uma pesquisa interna do PT nacional havia uma pergunta: Voc ecirc; votaria em um candidato (a) indicado (a) pelo presidente Lula? 56% responderam que sim. Ent atilde;o isso tem for ccedil;a. Agora, Governo do Estado eacute; outra esfera, tem quest otilde;es locais, tem a percep ccedil; atilde;o do eleitorado sobre os acontecimentos na base, enfim, mas n atilde;o tenho d uacute;vida de que isso (for ccedil;a do presidente Lula) ajuda muito. Se o Lula vier para o Paran aacute; e subir no palanque do Osmar, do (Orlando) Pessuti (PMDB), dependendo da coliga ccedil; atilde;o que n oacute;s fizermos, tenho certeza de que isso ter aacute; peso.
OP: Ao longo da hist oacute;ria do Paran aacute;, o PT nunca teve uma expressiva vota ccedil; atilde;o para o Governo do Estado. Desta vez o partido parece estar mais estruturado. Que espa ccedil;o o PT pretende ocupar a partir desta elei ccedil; atilde;o no Paran aacute;?
GH: Primeiro, ser um protagonista forte na elei ccedil; atilde;o da ministra Dilma Rousseff. N oacute;s temos que virar o nosso quadro no Paran aacute; em que o nosso candidato a presidente perdia. O Lula ganhou aqui no Estado no segundo turno de 2006. Nas elei ccedil; otilde;es anteriores ter iacute;amos muita dificuldade de fazer com que o presidente Lula tivesse mais votos do que seu advers aacute;rio. Ent atilde;o, a ministra Dilma tem que ser vitoriosa no Paran aacute;. Isso d aacute; uma for ccedil;a aos dirigentes e lideran ccedil;as do PT.
A segunda eacute; a aposta na bancada federal e no Senado. Nos preparamos para isso e temos excelentes nomes para o governo e se precisar vamos disputar, mas achamos que vale a pena fazer uma composi ccedil; atilde;o para fortalecer o projeto nacional. Ent atilde;o, a nossa aposta eacute; bancada federal e Senado, porque isso vai ajudar a ministra a governar o pa iacute;s. As maiores derrotas que tivemos do governo foram no Senado Federal. N atilde;o conseguimos articular uma base de apoio no Senado e isso tem implica ccedil; otilde;es, como na vota ccedil; atilde;o da CPMF, do Pr eacute;-Sal e em v aacute;rios aspectos deixamos de avan ccedil;ar em raz atilde;o disso, sendo que o governo, muitas vezes, precisa lan ccedil;ar m atilde;o de Medidas Provis oacute;rias para poder garantir programas.

OP: Sob ponto de vista do PT, qual seria o cen aacute;rio ideal para as elei ccedil; otilde;es para o Governo do Estado?
GH: Seria n oacute;s termos no mesmo palanque PT, PDT, PMDB, PP, PTB, PR, PSC e PCdoB. Talvez desta forma ter iacute;amos candidatura uacute;nica no Estado.

 
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