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Sistema de certificação é modelo para projeto na Amazônia

calendar_month 18 de setembro de 2013
3 min de leitura
Carina Ribeiro/OP
A família Sonntag sobrevive principalmente da venda de tomates e hortaliças

Uma comitiva de Rondônia está visitando a região Oeste paranaense com o objetivo de conhecer o sistema de certificação participativa da Rede Ecovida e a produção orgânica familiar, que conta com apoio do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa), de Marechal Cândido Rondon.

O grupo de visitantes é formado por produtores rurais e integrantes do Projeto de Agroecologia do Sínodo da Amazônia (Proasa), que faz parte da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Eles chegaram na segunda-feira (16) e permanecerão até sábado (21) no Oeste.

A comitiva está visitando propriedades rurais certificadas em Marechal Rondon e Mercedes, agroindústria em Missal, e amanhã (19) conhecerá assentamento em Diamante d’Oeste, enquanto na sexta-feira (20) visitará propriedade em Guaíra, onde se produz abacaxis, finalizando a viagem no sábado, com turismo em Foz do Iguaçu.

Conforme o coordenador do Capa, Vilmar Saar, o Proasa tem atuação semelhante à do Capa, desenvolvida em Rondônia, no Acre, Amazonas e em Roraima e reúne produtores para trabalharem com produção orgânica. O projeto está estruturando uma rede de certificação que terá por nome Terra Sem Males, e que reunirá várias entidades.

“Por conta disso, o grupo de Rondônia veio fazer este intercâmbio para conhecer o funcionamento dos grupos e associações, como e o que se produz aqui no Oeste paranaense, como é feita a certificação, e ainda quais são os canais de comercialização dos produtos orgânicos”, explana. Por conta disso, os visitantes conheceram, ontem (17), a Associação Central de Produtores Rurais Ecológicos (Acempre) e a Feira do Produtor Rural, realizada no centro de Marechal Rondon.

Organização

De acordo com os rondonianos Gilberto Laske, Claudineia Felberg, Inelde e Rodrigo Vendrusculo, o que mais tem chamado a atenção deles nas visitas é a organização existente entre as famílias e as entidades. “Essa forma de trabalho cooperativa, principalmente para a comercialização dos produtos, como ocorre na Acempre, não existe em Rondônia e acredito que demoraria muitos anos para se conseguir estruturá-la”, comenta Rodrigo.

O Proasa conta com apoio da Alemanha para o incentivo à produção orgânica no Norte do Brasil, por intermédio da Fundação Luterana de Diaconia (FLD). Por este motivo, a intenção é ampliar o número de famílias voltadas à agroecologia. Na manhã de ontem, a comitiva acompanhou o trabalho de recertificação realizado pela Rede Ecovida na propriedade de Erci e Lorita Sonntag, moradores de Novo Rio do Sul, interior de Mercedes.

 
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