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Solução para resíduos é apresentada a empresários

calendar_month 12 de maio de 2010
6 min de leitura
Com a participação do procurador jurídico da prefeitura, Christian Guenther, bióloga do IAP, Maria Glória Pozzobon, e presidente da Acimacar, Ana Carolina Seyboth Kurtz, os empresários puderam esclarecer dúvidas sobre o problema da geração e destinação dos resíduos (Foto: Maria Cristina Kunzler)

Empres aacute;rios de Marechal C acirc;ndido Rondon, dos mais diversos setores, participaram ontem (12) de reuni atilde;o na Associa ccedil; atilde;o Comercial, Industrial e Agropecu aacute;ria (Acimacar) para a discuss atilde;o sobre a destina ccedil; atilde;o correta dos res iacute;duos industriais, comerciais e de prestadores de servi ccedil;o, de acordo com as leis ambientais em vig ecirc;ncia.
Participaram do evento o secret aacute;rio de Sa uacute;de, vice-prefeito Silvestre Cottica, o procurador-geral da prefeitura, Christian Guenther, presidente da Acimacar, Ana Carolina Seyboth Kurtz, bi oacute;loga do escrit oacute;rio de Toledo do Instituto Ambiental do Paran aacute; (IAP) e coordenadora de res iacute;duos da regional, Maria Gl oacute;ria Poz-zobon, dentre outros.
Conforme o termo de compromisso firmado entre a prefeitura e o IAP, a municipalidade tem at eacute; o dia 20 de dezembro deste ano para iniciar a opera ccedil; atilde;o do aterro sanit aacute;rio, o qual precisa ainda ser implantado no munic iacute;pio. Esta mesma data eacute; o limite para a utiliza ccedil; atilde;o do atual lix atilde;o e recebimento de res iacute;duos s oacute;lidos de qualquer origem.
De acordo com o documento, a prefeitura tem at eacute; o dia 09 junho pr oacute;ximo para cessar o recebimento de res iacute;duos s oacute;lidos industriais de qualquer classe; de res iacute;duos s oacute;lidos perigosos oriundos do com eacute;rcio e de prestadores de servi ccedil;os; res iacute;duos com caracter iacute;sticas diferenciadas daquelas do lixo dom eacute;stico; de unidades de servi ccedil;os de sa uacute;de e da constru ccedil; atilde;o civil.
A municipalidade precisa ainda apresentar um relat oacute;rio dos estudos do passivo ambiental e a an aacute;lise de risco para a continuidade dos trabalhos de reciclagem desenvolvidos pela Cooperativa de Agentes Ambientais (Cooperagir) na aacute;rea do dep oacute;sito municipal.
Atualmente, em Marechal Rondon, s atilde;o geradas cerca de 20 toneladas de res iacute;duos por dia.

Parceiro
Segundo o vice-prefeito Silvestre Cottica, desde o ano passado muitas reuni otilde;es t ecirc;m sido realizadas com o IAP e at eacute; mesmo com a Cooperagir para solucionar o problema do lixo. ldquo;Temos um problema s eacute;rio com o lix atilde;o. O IAP precisa fazer o seu papel, mas tamb eacute;m tem sido parceiro do munic iacute;pio na busca de uma solu ccedil; atilde;o. Por isso, assinamos o termo de ajustamento de conduta rdquo;, afirma.

Solu ccedil; otilde;es r aacute;pidas
A bi oacute;loga do IAP, Maria Gl oacute;ria Pozzobon, ressalta que eacute; preciso solu ccedil; otilde;es pr aacute;ticas e r aacute;pidas. Ela menciona que se n atilde;o for cumprido o que determina o termo, ser aacute; aplicada multa. ldquo;Fomos convidados a auxiliar no repasse de informa ccedil; otilde;es aos empres aacute;rios, tendo em vista da proibi ccedil; atilde;o do encaminhamento de res iacute;duos com caracter iacute;sticas diversas da de res iacute;duos dom eacute;sticos para a aacute;rea do dep oacute;sito de lixo municipal. A data (09 de junho) n atilde;o ser aacute; mais prorrogada, ou seja, estamos dentro do prazo m aacute;ximo estabelecido rdquo;, alerta.
O espa ccedil;o para o lix atilde;o, segundo a profissional, est aacute; extremamente restrito. Por isso, as empresas geradoras de res iacute;duos ter atilde;o que buscar suas alternativas. ldquo;A responsabilidade pelos res iacute;duos, seja qual for, eacute; do gerador. A responsabilidade do munic iacute;pio eacute; com o res iacute;duo dom eacute;stico, oriundo de resid ecirc;ncias, tamb eacute;m de com eacute;rcio e prestadores de servi ccedil;os que tenham caracter iacute;sticas similares a do dom eacute;stico. Todo res iacute;duo diverso a isso eacute; responsabilidade do gerador. Este eacute; respons aacute;vel desde o momento que ele gera o lixo para que n atilde;o misture, depois para condicionar, dispor para coleta, transporte, tratamento e disposi ccedil; atilde;o final, por meio de empresas que s atilde;o licenciadas para tal fim rdquo;, detalha.

Alternativa
Com a reuni atilde;o de ontem, os empres aacute;rios tiveram a oportunidade de esclarecer eventuais d uacute;vidas sobre o problema, bem como identificar qual res iacute;duo n atilde;o ser aacute; mais recolhido a partir do dia 09 de junho.
A presidente da Acimacar, Ana Carolina, prop ocirc;s na oportunidade, e a medida foi aceita por unanimidade, que as empresas sejam separadas por sua aacute;rea de atua ccedil; atilde;o e a partir deste trabalho ser aacute; identificada qual gera res iacute;duo e precisa contratar uma empresa especializada no recolhimento e destina ccedil; atilde;o correto do mesmo.
Um trabalho semelhante, segundo a dirigente, foi feito h aacute; cinco anos com as empresas do setor de sa uacute;de. A partir de uma determina ccedil; atilde;o do IAP, os empres aacute;rios fizeram a contrata ccedil; atilde;o de uma empresa em conjunto, e com isso conseguiram negociar o pre ccedil;o do servi ccedil;o. Desde ent atilde;o, os res iacute;duos oriundos do setor de sa uacute;de s atilde;o recolhidos e eacute; dada a destina ccedil; atilde;o apropriada para os mesmos.
ldquo;A reuni atilde;o eacute; importante para esclarecer o empresariado sobre a legisla ccedil; atilde;o vigente a respeito da destina ccedil; atilde;o dos res iacute;duos s oacute;lidos das ind uacute;strias, do com eacute;rcio e dos prestadores de servi ccedil;o. Essa elucida ccedil; atilde;o se faz muito importante porque h aacute; uma lei e temos que cumpri-la rdquo;, salienta.
Conforme a dirigente, debater este problema eacute; muito significativo porque em conjunto eacute; poss iacute;vel achar uma solu ccedil; atilde;o apropriada e mobilizar a melhor negocia ccedil; atilde;o, que fa ccedil;a com que os grandes geradores de res iacute;duos n atilde;o contem com um impacto t atilde;o grande na sua opera ccedil; atilde;o de neg oacute;cios, assim como os pequenos possam ter pre ccedil;os mais apropriados para destinar seus res iacute;duos. ldquo;Vamos trabalhar pelo princ iacute;pio do associativismo, e a Associa ccedil; atilde;o Comercial vai buscar fazer essa media ccedil; atilde;o, para que todos possam ganhar com essa aplica ccedil; atilde;o da lei rdquo;, afirma Ana Carolina.

 
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