O deputado federal Dilceu Sperafico apoia as manifestações populares registradas em todo o País, lembrando que o movimento iniciou com agricultores de vários estados, protestando contra a demarcação de novas áreas indígenas, sem a indenização de suas propriedades. Na sequência, segundo ele, o aumento de 20 centavos nas tarifas do transporte coletivo urbano foi a gota dágua para novas e maiores manifestações.
Isso revela que o povo brasileiro está consciente da verdadeira situação do País e foi às ruas mostrar sua insatisfação com o desempenho do poder público. Consideramos a reação popular muito positiva, pois com isso todos os que estão no poder, no Executivo, Legislativo ou no Judiciário, se darão conta que a nação de quase 200 milhões de pessoas depende de boas práticas na vida pública para que sejam atendidos os anseios da maioria, afirma.
Conforme ele, não foram só a tarifa elevada e a péssima qualidade do transporte coletivo que motivaram as manifestações em todo o País. Foi a soma de insatisfações, abrangendo também as carências da saúde e da educação, a impunidade, a carga tributária, a corrupção, a insegurança pública e os gastos com a Copa do Mundo.
Na opinião do deputado, não se pode aceitar que baderneiros tenham arruinado a vida de pequenos empresários, arrombando seu estabelecimento e roubando seu patrimônio. Trata-se de injustiça que a polícia tem de coibir, pois são abusos de criminosos, que não tem nada a ver com o movimento sadio da população.
O protesto da população faz parte da democracia. Nós legisladores convivemos com isso regularmente, pois seguidamente há protestos no Congresso Nacional e só lamentamos que desta vez alguns tenham quebrado vidraças e pichado prédios públicos, acrescenta Sperafico.
Para ele, esses exageros estragam o entusiasmo das manifestações populares, que são demonstrações de insatisfação e devem ser respeitadas. Os abusos que começaram com a queima de ônibus em Santa Catarina, têm de ser combatidos, pois são atos de criminosos. Os tumultos e as agressões à polícia não visam melhorar o Brasil. São coisas bem distintas.
A reforma política, segundo ele, precisa abranger assuntos mais sérios, como a unificação das eleições, com um pleito geral para todos os cargos, de vereador a presidente da República. Com isso, para começar, haverá grande economia, pois os pleitos a cada dois anos têm custos elevadíssimos para os cofres públicos.
Quem estiver no poder com bom desempenho, deverá merecer continuar e quem não tiver correspondido à confiança do eleitor, poderá ser substituído em 2014. “A opção será o resultado da análise honesta da população, que não deve se deixar influenciar por pequenas vantagens pessoais e eleitoreiras. As eleições devem visar sempre o bem-estar coletivo do País e jamais privilégios individuais de algumas pessoas, acrescenta o parlamentar.