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“Superávit está próximo dos R$ 30 milhões”, anuncia prefeito de Santa Helena

calendar_month 23 de janeiro de 2018
6 min de leitura

Trinta milhões. A princípio, é esse o fechamento do superávit da Prefeitura de Santa Helena para o ano de 2017, ainda que em meio às condições adversas da política e economia brasileira que impactaram até os menores municípios.

Com foco em retomar a geração de empregos no município beira-lago, o prefeito Airton Copatti (PMDB) celebra as conquistas do primeiro ano de mandato, o qual também é seu primeiro à frente de um cargo público. Para fechar 2017 com “chave de ouro”, houve a aprovação por parte da Câmara de Vereadores para a instalação de um frigorífico de abate e processamento de carne suína, que, conforme o mandatário, é a transformação daquilo que Santa Helena já sabe produzir e tem como vocação.

Com os projetos definidos para 2018 com auxílio da comunidade, que foi convidada pelo gestor a elencar as demandas reais do município por meio do estabelecimento de conselhos, como o de Desenvolvimento Econômico (Codesah), os investimentos para o próximo ano seguirão nos setores prioritários como saúde, educação e agropecuária, mas também em esporte, lazer, entre outras áreas da municipalidade.

Em entrevista ao Jornal O Presente, Copatti ressaltou que a recente mudança no secretariado, anunciada em janeiro, é uma necessidade encarada com naturalidade e que mais uma pasta terá mudanças. Além disso, ele afirma que não deve deixar o PMDB, partido alvo de polêmicas em nível nacional e estadual. Confira:  

 

O Presente (OP): Além de 2017 ter sido seu primeiro ano de mandato, foi também o primeiro ano do senhor em uma função pública. Neste sentido, contando que foi um ano complicado no viés político e econômico e um ano de aprendizado no serviço público, como o senhor analisa 2017?

Airton Copatti (AC): Coincidentemente o meu primeiro ano de gestão foi o ano em que o Brasil passou por essas questões polêmicas no âmbito da política e da economia. Foi realmente um momento que impactou principalmente a questão do emprego para os brasileiros. Apesar de a nossa região ser um pouco diferenciada em relação ao restante do país pela forte vocação agropecuária e isso não ter afetado tanto os municípios do Oeste paranaense, tivemos a questão do desemprego batendo à porta de cada prefeito. Isso realmente é um desafio especialmente no primeiro ano de mandato. Em todas as ações e projetos, mesmo que em curto prazo, voltamos nossos olhos para essa área, que foi a qual mais destinamos tempo e foco para fazer com que possamos preparar o município e proporcionar um número de vagas de emprego maior para a população e possibilitar que isso reflita no bem-estar das famílias.

Muitas ações aconteceram em 2017. Tivemos no fim do ano a aprovação por parte da Câmara de Vereadores do projeto para a instalação de um frigorífico de abate e processamento de carne suína, que é a transformação daquilo que nós sabemos produzir e fazemos bem na nossa região. Isso agrega muito valor e é exemplo do que queremos seguir, investir no que sabemos fazer e a agroindústria para nós tem grande importância. Este projeto, que inicia em 2018 e, se caminhar tudo certo e começar sua construção, gerará muitos empregos que vão contemplar tanto a cidade com empregos diretos quanto o interior com empregos indiretos. Tivemos muitas conquistas neste primeiro ano, mesmo nessas condições desafiadoras e conseguimos algo de bastante positivo.

 

OP: Tendo em vista que Santa Helena recebe significativo repasse referente aos royalties de Itaipu, a prefeitura fechou o ano de 2017 com superávit?

AC: Os royalties são um benefício muito grande e justo porque o município teve 1/3 de seu território alagado para a construção do reservatório da usina (263,76 quilômetros quadrados), sendo que esse território poderia estar produzindo riquezas, então é justa essa compensação financeira, acima de tudo. Nós ainda estamos fechando os números, mas, a princípio, o superávit está próximo aos R$ 30 milhões.

 

OP: Já foram definidos os principais projetos aos quais serão destinados estes recursos?

AC: Uma parte é justamente a industrialização. Nós entendemos que temos que utilizar esses recursos da forma mais efetiva possível, por isso todos os contratos, processos, tudo o que fomos construindo ao longo de 2017 fizemos de forma bastante eficaz para que pudéssemos atender a população de forma satisfatória, mas também reduzindo custos para investir em setores que entendemos como prioritários, como saúde, educação, agroindustrialização, cultura, esporte, lazer, entre outros. Os royalties não podem ser usados para pagamento de folha, apenas para investimentos e isso é coerente, pois são recursos que foram criados justamente para preparar os municípios para em uma eventual situação de fim de contrato estarem estruturados em suas vocações, todos seus setores. Em Santa Helena percebemos que não estávamos preparados e pela forma como a destinação dos recursos foram conduzidos ocorreram muitos investimentos em infraestruturas que geraram alto custo de manutenção e que não eram tão prioritárias para a população. Todo investimento deve ser visto com foco na sua viabilidade, para que a estrutura não seja cara ao município, para que a manutenção não seja difícil e o uso do recurso seja bem aplicado, necessário para a população e preparado para o município ter, além dos royalties, uma segurança para investimentos, podendo gerar empregos, qualidade na educação, saúde, em todos os setores.

 

Confira essa entrevista na integra em nossa edição impressa desta terça-feira (23).

 
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