O Presente
Geral

Telefones públicos deixam população “na mão”

calendar_month 26 de maio de 2010
5 min de leitura

Cansados de precisar fazer liga ccedil; atilde;o no telefone p uacute;blico e ficarem ldquo;na m atilde;o rdquo;, moradores de Marechal C acirc;ndido Rondon resolveram recorrer agrave; reportagem de O Presente para expor o problema. A cabeleireira M aacute;rcia Carvalho da Silva, que possui sal atilde;o de beleza na Avenida Marip aacute;, disse que por diversas vezes teve necessidade de usar o orelh atilde;o que fica em frente agrave; Campovet, mas o aparelho est aacute; fora de opera ccedil; atilde;o h aacute; algum tempo. Resolveu, ent atilde;o, ir at eacute; outro orelh atilde;o mais pr oacute;ximo, que tamb eacute;m estava sem sinal, foi ao terceiro e ao quarto at eacute; que conseguiu fazer a liga ccedil; atilde;o. Ela conta que costuma fazer liga ccedil; otilde;es do telefone p uacute;blico para familiares que residem em outras cidades, tendo em vista que o custo da liga ccedil; atilde;o de fixo para fixo se torna mais vi aacute;vel. ldquo;Faz tempo que aquele orelh atilde;o est aacute; estragado. Tamb eacute;m j aacute; tentei usar telefones do centro, h aacute; algum tempo, mas tamb eacute;m n atilde;o funcionavam rdquo;, relata.
A partir da observa ccedil; atilde;o da leitora, O Presente realizou um breve levantamento na tarde de ontem (26) na Avenida Marip aacute;, do sem aacute;foro at eacute; o Col eacute;gio Frentino Sackser, e constatou que dos 14 telefones p uacute;blicos existentes no trajeto, somente cinco estavam nbsp;funcionando: um em frente ao antigo bar Katatau, dois na regi atilde;o da Copagril, um em frente agrave; Basivil e outro na altura do Bar Higien oacute;polis. Os outros nove estavam fora de opera ccedil; atilde;o, n uacute;mero que representa um iacute;ndice de aproximadamente 64%. No universo dos telefones mudos, h aacute; ainda os que est atilde;o com o fone quebrado. ldquo;Acho que parte dos telefones s atilde;o quebrados pelas pessoas nbsp;de raiva porque eles n atilde;o funcionam rdquo;, opina M aacute;rcia.
Conforme a cabeleireira, eacute; significativo o n uacute;mero de pessoas que gostariam de fazer uso do telefone, mas que saem do orelh atilde;o decepcionados. ldquo;Penso que a pr oacute;pria empresa est aacute; perdendo dinheiro com os telefones quebrados, pois as pessoas deixam de fazer liga ccedil; otilde;es rdquo;, comenta.
Do ponto de vista de M aacute;rcia, deveria haver um trabalho de manuten ccedil; atilde;o peri oacute;dico nos aparelhos. ldquo;Quem nunca precisa do telefone p uacute;blico n atilde;o percebe, mas mesmo assim, eacute; pago imposto e eacute; investido dinheiro, ent atilde;o deveria funcionar rdquo;, salienta.
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Ciprestes
A moradora do bairro Parque dos Ciprestes, Vanda da Silva, tamb eacute;m se identifica com a dificuldade encontrada por M aacute;rcia. ldquo;Eu tamb eacute;m j aacute; precisei usar o orelh atilde;o existente pr oacute;ximo do bairro e n atilde;o estava funcionando rdquo;, conta. Segundo ela, o aparelho de telefone est aacute; localizado em frente a uma escola e costumava ser bastante utilizado pelos moradores das redondezas. ldquo;Muitos caminhoneiros tamb eacute;m usavam; o telefone era bastante ocupado e estava em boas condi ccedil; otilde;es, mas sem funcionar rdquo;, acrescenta.
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Preju iacute;zos
A comerciante Marlene K ouml;enig, que possui estabelecimento na avenida, afirma que j aacute; acumula preju iacute;zo em raz atilde;o do nbsp;orelh atilde;o localizado em frente agrave; lanchonete estar sem sinal. ldquo;Eu vendo cart otilde;es telef ocirc;nicos, mas as pessoas n atilde;o conseguem fazer nbsp;liga ccedil; atilde;o porque nbsp;j aacute; faz uns nbsp;tr ecirc;s meses que o telefone est aacute; estragado. Da iacute; eles me xingam. V atilde;o at eacute; outro orelh atilde;o, aqui pr oacute;ximo, mas tamb eacute;m est aacute; fora de opera ccedil; atilde;o! rdquo;, reclama.
A propriet aacute;ria do estabelecimento garante que a procura por cart otilde;es era grande, chegando a vender cerca de 30 a 40 cart otilde;es por semana.
Indagada sobre qual o p uacute;blico que costuma fazer uso do aparelho, ela menciona que eacute; em geral. ldquo;Mesmo quem tem celular prefere o orelh atilde;o porque a liga ccedil; atilde;o de fixo para fixo eacute; mais barata do que ligar do telefone m oacute;vel rdquo;, justifica.
Marlene nbsp;conta que um t eacute;cnico j aacute; teria estado no local para consertar o aparelho, mas n atilde;o o teria feito. ldquo;Ele veio, abriu o telefone e falou que os fios est atilde;o queimados, como se por um raio. Depois ele fechou o aparelho e nunca mais voltou para consertar rdquo;, relata.
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Col eacute;gio
O telefone nbsp;p uacute;blico localizado no muro em frente ao Col eacute;gio Frentino Sackser, onde estudam centenas de alunos em tr ecirc;s turnos, tamb eacute;m est aacute; sem sinal. O estudante Gabriel Langelo, 12 anos, conta que j aacute; precisou do aparelho quando estava sem cr eacute;dito no celular, mas ficou ldquo;na m atilde;o rdquo;. ldquo;Queria ligar para o meu pai vir me buscar, num dia de chuva, mas n atilde;o tive como rdquo;, diz, lembrando que outros colegas seus nbsp;j aacute; nbsp;estiveram na mesma situa ccedil; atilde;o.

Reparo s oacute; com reclama ccedil; atilde;o formal
Diante das reclama ccedil; otilde;es, a reportagem entrou em contato com a Central de Atendimento da Oi na tarde de ontem. Na ocasi atilde;o, a atendente informou que o reparo nos telefones p uacute;blicos somente eacute; realizado mediante reclama ccedil; atilde;o formal dos usu aacute;rios por meio do telefone 10314. Para efetuar a reclama ccedil; atilde;o, durante o contato eacute; preciso fornecer dados como o n uacute;mero de identifica ccedil; atilde;o do aparelho p uacute;blico, bem como a sua localiza ccedil; atilde;o (nome da rua e bairro em que o orelh atilde;o est aacute; instalado). Tamb eacute;m eacute; necess aacute;rio informar qual o problema do aparelho (se n atilde;o faz liga ccedil; atilde;o, n atilde;o recebe, n atilde;o tem o gancho, n atilde;o tem o fone, etc). Segundo a informante, o prazo para reparo pelo t eacute;cnico representante da nbsp;empresa eacute; de oito horas.

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