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| Jovem aparece acorrentada e com o corpo pintado de preto |
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) confirmou nesta quarta-feira (10) que abriu processo administrativo contra 198 alunos por participação em um trote considerado racista aplicado a calouros de direito no dia 15 de março. Segundo a instituição, foi formada uma comissão que terá 60 dias para analisar o caso e definir se os alunos serão punidos.
A comissão, formada por docentes da UFMG, vai ouvir todos os estudantes envolvidos no trote. Até o término da investigação, os alunos continuarão a frequentar as aulas normalmente. Caso seja confirmada a responsabilidade em um suposto ato de racismo, eles podem ser expulsos da universidade.
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O trote na Faculdade de Direito da UFMG foi considerado racista depois de duas fotos terem sido publicadas nas redes sociais. Na primeira imagem, uma jovem está pintada de preto com um cartaz de papelão escrito Caloura Chica da Silva – em referência à escrava que viveu no século 18 e entrou para a história brasileira. A moça está acorrentada pelas mãos e um rapaz sorri enquanto segura a corrente.
Na segunda foto, um estudante está pintado de tinta vermelha e amarrado a uma pilastra enrolado por uma faixa de plástico utilizada em isolamento de acessos. Ao lado e também sorrindo, três estudantes fazem um gesto nazista, com a mão direita estendida para a frente. Um deles chegou a colocar um bigode postiço semelhante ao que usava o alemão Adolf Hitler.
O número de estudantes envolvidos foi apurado por uma comissão de sindicância, aberta depois da repercussão do trote.

