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| Experimentos da cultura estão sendo feitos em Entre Rios do Oeste e Marechal Cândido Rondon |
Nem grão, nem vegetal. A quinoa é considerada um pseudo cereal, uma espécie da família Chenopodiaceae (a mesma do espinafre e da beterraba) cultivada há séculos por agricultores da região dos Andes, principalmente na Bolívia e no Peru. Devido ao alto valor nutricional da quinoa, os povos indígenas e pesquisadores a chamam de o grão de ouro dos Andes.
As sementes de quinoa são isentas de glúten e têm todos os aminoácidos essenciais, oligoelementos e vitaminas necessárias para a sobrevivência. É nessa perspectiva que há três anos o professor Edmar Soares de Vasconcelos, do curso de Agronomia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), desenvolveu projeto em busca de uma variedade adequada às condições de cultivo na região Oeste.
Segundo o professor, a característica de destaque dessa planta é o equilíbrio proteico, comparado ao existente no leite materno. Devido ao excelente equilíbrio nutricional, a quinoa pode complementar a alimentação de humanos, aves e suínos com vantagem sobre outros alimentos vegetais quando empregados isoladamente, explica Vasconcelos, que também é doutor em Genética e Melhoramento pela Universidade Federal de Viçosa.
Para divulgar a produção da quinoa e principalmente o consumo, a Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO) estipulou o ano de 2013 como o Ano Internacional da Quinoa. O objetivo é popularizar a semente como suporte à vida que, segundo a ONU, pode ajudar a promover a segurança alimentar e a erradicação da pobreza, e acabar com a desnutrição.
É também uma forma de reconhecimento aos povos indígenas que preservaram a quinoa por meio do conhecimento e práticas tradicionais passadas através dos tempos.
