O vereador João Luiz Pinheiro Francisco, de Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná, morreu nesta sexta-feira (5), após mais de um mês internado em estado grave. Ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Londrina devido às queimaduras sofridas durante um ataque ocorrido em abril, quando teve cerca de 75% do corpo atingido pelo fogo.
Segundo o boletim de ocorrência, o crime aconteceu em uma mercearia de propriedade do vereador, na Ilha das Peças. O suspeito, identificado como Regiano Mendes Pereira, de 49 anos, teria chegado ao local apresentando sinais de embriaguez e carregando um galão de gasolina. Em seguida, teria lançado o combustível sobre a vítima e ateado fogo.
Mesmo gravemente ferido, João Luiz tentou apagar as chamas rolando na areia. Ele foi socorrido e transportado de embarcação até o Centro Histórico de Paranaguá, de onde seguiu para atendimento médico especializado.
Após o ataque, o suspeito fugiu e teria informado que seguiria em direção a Pontal do Paraná. Equipes policiais realizaram buscas na região e, posteriormente, ele foi localizado e preso por policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar.
Durante o interrogatório, o investigado alegou ter cometido o crime em razão de um suposto ato praticado pela vítima contra sua filha. No entanto, as investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR) descartaram essa versão.
De acordo com a apuração, a motivação do crime estaria relacionada a um conflito envolvendo o uso de uma embarcação utilizada pelo suspeito para trabalhar na região. Conforme a PCPR, o barco era deixado de forma irregular na faixa de areia, o que gerava reclamações de moradores e exigia a intervenção do vereador para mediar a situação.
Testemunhas relataram que o investigado já demonstrava descontentamento com a atuação do parlamentar e que, no dia do ataque, permaneceu diversas vezes nas proximidades do estabelecimento antes de cometer o crime.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a PCPR indiciou o suspeito por homicídio qualificado. Inicialmente, o procedimento havia sido instaurado como tentativa de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso foi encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Com Catve
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