O vereador Jones Dark (PP), conhecido como “Negrão Sorriso”, disse ontem (10) que vai dividir as sessões da Câmara de Maringá com apresentações em um circo argentino. Ele afirma que cogitou até deixar o cargo público para se dedicar inteiramente à vida no picadeiro, mas desistiu porque “o povo e outros vereadores pediram para [ele] ficar”.
A primeira apresentação de Dark no circo será na sexta-feira (13), na Avenida Carlos Correia Borges, em Maringá. O espetáculo começa às 19h30.
“Eu ia pedir licença do cargo para trabalhar no circo e continuar com minhas apresentações, já que meu foco são as crianças. Elas gostam de mim e sempre trabalhei para elas. Como, até hoje, nunca faltei em um sessão, fiquei preocupado em não conseguir continuar com minha vida política. Porém, conversei com os vereadores e com o povo e eles pediram para eu ficar. Se eles querem, o Negrão Sorriso vai continuar sendo vereador”, explica.
O vereador diz que trabalha com humor há dez anos e, portanto, não pode deixar a profissão de lado. Ele ressalta que o circo o convidava frequentemente para apresentações, nas quais interpreta quatro personagens.
“Eu sou um humorista, né? Sempre isso. O povo que votou em mim é porque me viu na tevê fazendo palhaçada. Não tem como deixar minha raiz de palhaço para trás. Vou continuar fazendo meus shows, narrar rodeios, me apresentar em circo. Na Câmara, a história é outra. Lá, trabalho sério”, afirma.
O parlamentar diz que o fato de trabalhar como palhaço não influencia seu trabalho como parlamentar. “Não muda nada. A minha imagem de político é outra. Agora, pretendo ser deputado também. O Tiririca não conseguiu, sendo humorista também?”, indaga.
Dark, de 37 anos, foi o terceiro candidato mais votado nas eleições de 2012, com 3.958 votos. Ele nasceu em Goioerê, também no norte do estado, e ficou conhecido em Maringá pelo bordão “Vamos meter o pé na lata”, proferido aos gritos nos programas de televisão dos quais foi apresentador. Segundo o próprio vereador, ele é autor de mais de 80 projetos na Câmara de Maringá.