O Presente
Geral

Vinte e duas pessoas poderiam ter morrido queimadas

calendar_month 31 de março de 2010
3 min de leitura

O ldquo;barril de p oacute;lvora rdquo; de Marechal C acirc;ndido Rondon ldquo;explodiu rdquo; na tarde de ontem (31). Eram por volta das 12h30 quando teve in iacute;cio um inc ecirc;ndio em uma das celas do cadei atilde;o da Delegacia de Pol iacute;cia Civil. O fogo teria come ccedil;ado em um dos dois colch otilde;es que estavam na cela e rapidamente se alastrou pelas paredes, atingido outras duas celas e instala ccedil; otilde;es el eacute;tricas. As tr ecirc;s celas atingidas n atilde;o t ecirc;m aberturas superiores, apenas de acessos a outras celas. Devido a isso a fuma ccedil;a teve pouca sa iacute;da e foi inalada em grande propor ccedil; atilde;o pelos presos. nbsp;
Logo que come ccedil;ou o fogo os presos come ccedil;aram o ldquo;bate grade rdquo;, pedindo socorro para os carcereiros. Quando os servidores chegaram ao local perceberam que o cadeado da cela estava se dilatando devido ao calor e n atilde;o foi poss iacute;vel abri-lo com a chave, sendo necess aacute;rio quebr aacute;-lo com uma barra de ferro.

Combate ao fogo
Ao mesmo tempo que tentavam abrir a cela, os servidores acionaram o Corpo de Bombeiros. De acordo com um carcereiro, em menos de cinco minutos foi poss iacute;vel abrir a cela e pouco tempo depois os agentes da Defesa Civil estavam no local. ldquo;Quando cheguei ao local alguns presos estavam no ch atilde;o, pareciam mortos rdquo;, disse um bombeiro.
Com ajuda dos servidores e de alguns colegas de cela, os presos em estado mais grave foram arrastados para o p aacute;tio da delegacia. A Pol iacute;cia Militar veio em apoio agrave; Civil para vigiar os presos. Eles sofreram pequenas queimaduras, mas o problema maior foi a intoxica ccedil; atilde;o com fuma ccedil;a. Presos e servidores disseram que caso o atendimento demorasse um pouco mais todos os presos da cela poderiam ter morrido. Os presos apontaram um colega como respons aacute;vel pelo inc ecirc;ndio. A chama teria come ccedil;ado com uma bituca de cigarro.

Atendimentos
Sete presos ficaram em estado mais delicado, precisando atendimento m eacute;dico. Eles foram identificados como Nelsi Abrelino dos Santos, Adriano Monteiro, Thiago Lopatiuk, Hygur Gon ccedil;alves Marchezoni, Claudinei Valentin Pereira, Rog eacute;rio Kochen e Clodoaldo Lunelli. Os presos em estado menos delicado foram atendidos na pr oacute;pria delegacia. Dos sete encaminhados para atendimento, tr ecirc;s ficaram internados, os demais retornaram para a cadeia.
As visitas aos presos, que sempre acontecem nas tardes de quarta-feira, foram suspensas ontem.

Estrutura
O inc ecirc;ndio atingiu as celas onde ficam os presos do ldquo;seguro rdquo;. Nelas estavam 22 pessoas, por eacute;m, na tarde de ontem havia 102 presos em toda a cadeia de Marechal C acirc;ndido Rondon. Os demais (80) estavam em outras celas e no sol aacute;rio. A estrutura da cadeia eacute; para aproximadamente 20 presos, no entanto, a m eacute;dia dos uacute;ltimos anos tem ficado em aproximadamente 80.
O pr eacute;dio eacute; antigo e j aacute; teve v aacute;rios remendos, devido agrave;s v aacute;rias fugas registradas. Os presos fugiam pelo sol aacute;rio, mas trilhos de trem foram soldados no teto, onde tamb eacute;m foi instalado choque, dificultando as fugas. A pol iacute;cia ainda instalou alarmes e c acirc;meras na cadeia e ao seu redor para monitoramento, mas mesmo assim o problema n atilde;o foi resolvido. Agora, os presos cavam t uacute;neis para fugir. Um deles, de quase dez metros, foi descoberto no final de semana. O inc ecirc;ndio de ontem, por eacute;m, n atilde;o teria sido o resultado da frustra ccedil; atilde;o da fuga do fim de semana. nbsp;

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