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Marechal

70% dos cursos da Unioeste formam somente a metade de alunos ingressantes

calendar_month 3 de maio de 2019
4 min de leitura

 

Analisar o presente é projetar um futuro melhor e de novas possibilidades. Seguindo esse propósito, professores ativos, ex-professores, coordenadores de cursos e diretores dos campi da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) criaram o projeto Roda de Conversa sobre a Unioeste, que, de forma independente, discute os gargalos existentes no Ensino Público Superior, como também as potencialidades da universidade.

Englobando cinco campi – Cascavel, Toledo, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Foz do Iguaçu – e abrangendo um total de 94 municípios, sendo 52 na região Oeste e 42 na região Sudoeste do Paraná, a Unioeste cresceu rapidamente e hoje é uma das maiores referências do Ensino Superior do Brasil e também do mundo, ocupando colocações de destaque em pesquisas e rankings internacionais. A representatividade que sustenta a universidade é, no entanto, sinônimo também de preocupação com o futuro do ensino.

Diante desse cenário, o projeto se debruça sobre as potencialidades, dificuldades, pontos fortes e fracos da universidade, visando à construção de um planejamento mostrando os principais pontos que precisam ser revistos. O intuito é que esses estudos sirvam de guia para as futuras gestões que administrarão a universidade, tendo em vista, inclusive, que neste ano ocorrem as eleições para reitoria.

O primeiro encontro para apresentação e discussão do projeto aconteceu em dezembro de 2018 em Marechal Rondon. Na oportunidade foi realizado um “raio x” da Unioeste com discussões que permearam diversas áreas e permitiram análises desde estruturas até metodologias de ensino.

Dando sequência ao calendário de reuniões, o grupo se reuniu novamente na última sexta-feira (26), desta vez no campus da Unioeste de Toledo. Ao todo, 51 líderes participaram dos debates.

Os encontros têm ocorrido em locais diferentes e com temas selecionados após um amplo diagnóstico efetuado no primeiro encontro, quando foram elencados 15 temas referentes às principais angústias e dificuldades enfrentadas pelos cinco campi da Unioeste.

 

Discussão

Desta vez, o tema central dos debates foram os cursos superiores de graduação da universidade, que totalizam 60 áreas distintas.

Os principais objetivos da reunião, de acordo com um dos coordenadores do projeto, professor Lair Bersch, foram diagnosticar dados estatísticos referente ao número de ingressos, a sistemática de avaliação (vestibular), o número de alunos formados e as dependências e evasão através da análise de dados da Pró-reitoria de Planejamento (Proplan) e Pró-reitoria de Graduação (Prograd).

Observou-se então que cerca de 70% dos cursos formam somente em média a metade de alunos ingressantes. Por exemplo, os cursos com 40 vagas ofertadas no vestibular formam, ao final dos quatro ou cinco anos, em média 20 acadêmicos. Outros 30% ficam abaixo deste número e algumas turmas (15%) representam números que vão de cinco a 15 alunos formados por turma, bem abaixo do pretendido.  “É em vista destes aspectos que foi iniciado um debate para que a Unioeste busque encontrar caminhos e soluções para que os índices de alunos concluintes atinjam percentuais em sua maioria superiores aos atuais e para que os investimentos efetuados sejam melhor aplicados”, destaca Bersch.

 

Sugestões

Cientes da realidade do Ensino Superior Público, os líderes educacionais sugeriram alguns pontos para mudar o cenário desenhado pelas estatísticas, dentre eles o reconhecimento da seriedade da problemática de evasão nos cursos, realizando estudos e diagnósticos e planejando para que ocorra uma diminuição, discussão de metodologias ativas de aprendizagem como forma de valorizar e situar o acadêmico como sujeito do processo de formação, ampliação das vagas de ingresso nos cursos de graduação (uma segunda entrada ou duplicação de vagas) ou possibilitar um ingresso por áreas de conhecimento com a definição ou escolha de uma especificidade a partir do terceiro ano.

“Também precisamos melhorar e ampliar a divulgação dos cursos da Unioeste como forma de obter maior demanda pelas vagas oferecidas, além de envolver os acadêmicos em projetos de extensão que permitam a inserção social e busquem o retorno no processo ensino-aprendizagem”, cita o coordenador, acrescentando: “O tema de Ensino a Distância (EAD) será incluído na programação do próximo evento por ter uma correlação direta com os cursos de graduação e ser uma modalidade que vem crescendo em todo país e na própria Unioeste”.

O próximo encontro deve ocorrer na primeira quinzena do mês de junho no campus da Unioeste de Foz do Iguaçu.

 

Projeto Roda de Conversa sobre a Unioeste é composto por professores ativos, ex-professores, coordenadores de cursos e diretores de campi

 

 

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