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Alto número de vítimas de acidentes com motocicletas preocupa PM

calendar_month 30 de dezembro de 2016
4 min de leitura

Joni Lang/OP
95% dos acidentes têm vítimas. Frota deste meio de transporte já soma 11 mil em Marechal Rondon. Imprudência, desatenção e utilização errada do capacete estão entre as principais causas

Andar sobre duas rodas é um hábito bastante comum das pessoas em Marechal Cândido Rondon, seja de bicicleta ou então de motocicleta. Contudo, os dois meios de transporte inspiram cuidados. De acordo com dados estatísticos do Setor de Trânsito da 2ª Companhia de Polícia Militar (PM), os acidentes envolvendo motos ou bikes registrados no município quase sempre resultam em vítimas, independente da intensidade do ferimento.

Em todo ano de 2015 foram 344 acidentes de trânsito, dos quais 205 envolvendo motocicletas, sendo 200 com vítimas e dois com mortes. O levantamento aponta que ano passado 97% dos acidentes resultaram em vítimas. Neste ano, de 1º de janeiro até terça-feira (27), foram registrados 170 acidentes com motocicletas de um total de 334 colisões de todos os tipos de veículos. Essas 170 colisões envolvendo motociclistas deixaram como saldo 163 pessoas feridas, o que representa 95% de vítimas.

Com uma frota de 40 mil veículos automotores de todos os tipos, a liderança absoluta em termos de acidentes e pessoas feridas está nas motocicletas. São 11 mil motocicletas e motonetas trafegando no município praticamente todos os dias. As causas dos acidentes são as mais variadas, sendo as mais comuns imprudência, desatenção, conduzir sob efeito de bebida alcoólica, assim como utilizar o capacete de maneira errada.

 

Preocupação

O comandante interino da 2ª Companhia de PM, 1º tenente Jimmy Cajuhy Carlesso (Cajuhy), menciona que foi registrada uma breve diminuição nos acidentes na comparação de 2015 com 2016, embora este ano ainda não tenha terminado. Percebemos uma discreta melhora na taxa de 15% em se falando de acidentes, além da diminuição nas mortes, uma vez que ano passado foram duas enquanto neste ano não houve morte de motociclistas, salienta.

Entretanto, Cajuhy alerta que tais números não podem ser comemorados. Ainda assim foram muitos acidentes com motocicletas, com total de 170 diante de 205. Nos preocupa o grande número de vítimas, apesar da leve melhora de 198 pessoas feridas em 2015 para 163 neste ano. Isso inspira preocupação e a necessidade de discutir o trânsito pensando em redobrar os cuidados na condução de motocicletas, porque o número de feridos representa em torno de 95%, o que é realmente elevado, enaltece.

Segundo Cajuhy, o clima quente favorece o alto índice da frota de motocicletas circulando em Marechal Rondon e região, porém ele orienta os condutores a enxergar a motocicleta como sendo um veículo de transporte, assim como automóvel e caminhão, e que precisa de todas as medidas de segurança. É necessário respeitar a sinalização da via e o motociclista deve tomar todas as precauções para evitar acidentes. O acidente com motocicleta deixa vítimas porque há poucos dispositivos de segurança, deixando pessoas com lesões e até sequelas, ressalta.

Conforme o comandante da PM, no período de fim de ano, como Natal e ano novo, é fundamental que todos os condutores de veículos estejam atentos aos cuidados. A combinação de bebida e direção leva a pessoa a se comportar de maneira menos cautelosa e responsável, o que, no caso de motocicletas, pode resultar em graves acidentes. A nossa fiscalização está mantida, portanto a gente oferece maior atenção com o propósito de evitar acidentes. Embora haja um intervalo de quatro dias até amanhã (31), pelos dados estatísticos a nossa esperança é de que haja diminuição mais expressiva nos acidentes com motociclistas no próximo ano, estima.

 

Imprudência

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Marechal Rondon, capitão Tiago Zajac, o elevado número de acidentes envolvendo motociclistas ocorre pela imprudência especialmente dos pilotos de motocicletas. Ao passo em que no ano passado foram atendidas em Marechal Rondon 268 ocorrências com vítimas, até terça-feira foram atendidas 229 pessoas envolvidas em acidentes com motocicletas por parte do Siate através do telefone 193, que atende chamadas de trauma e emergência.

A gente observa em um rápido passeio pela cidade a cultura de furar preferencial e não saber utilizar corretamente a rotatória, o que não é exclusivo dos motociclistas. A correta utilização do equipamento de proteção individual é outro ponto, uma vez que geralmente o capacete está com a jugular aberta ou frouxa. Não adianta utilizar o capacete se em uma queda ele vai ser ejetado da cabeça do motociclista. O condutor normalmente usa chinelos ao invés de calçado fechado, o que em caso de acidentes resulta em danos maiores, observa.

Muitas vezes o motociclista faz o cálculo errado da velocidade com que o carro chega à preferencial, ou então ele acredita que a motocicleta seja potente o suficiente para conseguir atravessar na frente do carro, sendo neste momento que ele provoca o acidente. O motociclista deve respeitar as leis de trânsito, enfatiza Zajac.

 
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