Em meados do mês de maio será completado um ano que as câmeras de videomonitoramento estão em operação na zona urbana de Marechal Cândido Rondon, contribuindo ao trabalho desenvolvido pela 2ª Companhia de Polícia Militar (PM), especialmente na elucidação de algumas modalidades de crimes comumente praticados.
As dez unidades foram viabilizadas a partir de um projeto apresentado pelo então comandante do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), tenente-coronel Erich Osternack, ao programa Estratégia Nacional da Fronteira (Enafron), com o objetivo de coibir o contrabando, tráfi co de drogas e armas, entre muitos outros. Apesar disso, a base de controle está sediada na 2ª Cia de PM, onde um policial treinado manuseia o equipamento.
O comandante da 2ª Cia de PM com sede em Marechal Rondon, capitão Valmir de Souza, diz que tal projeto é uma ação de longa data da PM do Estado do Paraná, cujas câmeras foram instaladas em cidades a partir de 20 mil habitantes. Aqui no município este projeto se efetivou através dos valores recebidos da União. A PM há muitos anos vem solicitando esse tipo de equipamento para coletar informações desde o momento do 14º Batalhão em Foz do Iguaçu. É um projeto que tem a sua importância no sentido de poder auxiliar no policiamento ostensivo realizado pela PM e, também, no trabalho investigativo da Polícia Civil, salienta.
De acordo com o capitão, neste período as câmeras já auxiliaram os policiais em algumas resoluções de problemas, todavia, devido ao planejamento, o programa inicial necessita de adequações. Dessa forma, o comando da PM está verificando a necessidade de remodelar este planejamento, mesmo porque atualmente as câmeras se prestam muito mais a um trabalho repressivo para identificar acontecimentos perpetrados por situações alheias, sendo que a ideia é poder ter reforço de policiamento para efetivamente utilizar essas câmeras também no policiamento preventivo, no sentido do policial observar e imediatamente realizar a sua ação, enfatiza.
RESOLUÇÃO
Souza comenta que nesses dez meses de atividades foram registradas situações nas quais acidentes de trânsito foram solucionados através do acompanhamento e análise da dinâmica dos mesmos, desde o momento inicial em que a pessoa passava pela rua, o sentido que ela seguia e como conduzia o veículo. Em outros casos foram identificados veículos suspeitos em relação a furtos ocorridos na cidade, passando até por dinâmicas de roubos, o que também já foi possível resolver. Contudo, acreditamos que as câmeras são subutilizadas pelo fato de que precisamos readequar para poder maximizar a utilização das câmeras e colocá-las em pontos mais sensíveis do que nós temos hoje, enaltece.
O capitão avalia que as câmeras auxiliam naquilo que o policial militar não tem condições. Elas contam com boa resolução. O equipamento é de ótima qualidade, porém não significa estarmos no ápice da utilização. O equipamento é interessante, nos auxilia, mas não é a única ferramenta que a PM junto com a Polícia Civil tem em mãos para solucionar os delitos que ocorrem. A Polícia Civil, por intermédio das suas boas investigações e dos esforços dos seus policiais, consegue solucionar os problemas por outros meios que não só pelas câmeras. Os policiais militares, através do policiamento ostensivo e das conversas com as pessoas, também conseguem solucionar esses crimes. Nós precisamos melhorar o nosso efetivo, o que é uma busca constante. A proteção que o cidadão consegue colocar na sua residência e adotar no comportamento diário também ajuda, portanto as câmeras são mais uma ferramenta para que os policiais possam garantir a segurança da comunidade, acrescenta.