Professores da rede estadual estão deflagrando uma paralisação contra a reforma da previdência e contra a reforma trabalhista, ambas propostas pelo governo do presidente Michel Temer. A ação ocorre simultaneamente em diversas cidades e Estados do país.
Em Marechal Cândido Rondon, a paralisação ocorre nesta quarta-feira (15) e conta com a adesão de professores do Colégio Estadual Eron Domingues, que tem 1,3 mil alunos nos ensinos Fundamental e Médio, Celem e formação de docentes. Outras instituições também aderiram ao movimento.
A partir de quinta (16) e sexta-feira (17), os professores da rede estadual mantêm greve exclusivamente com o objetivo de protestar contra alguns projetos propostos em nível estadual. Os profissionais da educação vão paralisar as atividades em instituições de todo o Estado até que seja realizada uma assembleia para tratar do assunto.
A pauta estadual objetiva revogar a resolução que trata sobre a redução da horas-atividades, que são feitas fora da sala pelo professor, como o preparo das atividades que serão desenvolvidas com os alunos e correção de provas.
De acordo com a APP Sindicado, a resolução teria alterado a distribuição de aulas descumprindo a lei que ordena que 1/3 da jornada deve ser de hora-atividade. Antes o professor cumpria 13 aulas em sala e sete horas-atividades, mas o governo definiu 15 em sala e cinco horas-atividades.
A mudança na validação de atestados médicos também encorpa a pauta de reivindicações dos professores. Outra questão é o impedimento de professores do PSS de assumir aulas na rede estadual.