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Marechal

Gaeco investiga fraudes em licitações nas prefeituras de Rondon e Maripá

Giuliano De Luca/OP

Gaeco cumpriu 12 mandados de busca e apreensão: dezenas de quilos de documentos foram apreendidos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, ontem (26), nos municípios de Marechal Cândido Rondon e Maripá. A Operação Tentáculos investiga fraudes em licitações que teriam acontecido nas prefeituras dos dois municípios, nos últimos dois anos. Formado pelo Ministério Público e polícias Civil e Militar, o Gaeco investiga ao menos oito pessoas, entre elas o prefeito de Maripá, Anderson Bento Maria, o comandante da Polícia Rodoviária Estadual em Rondon, sargento Elias Maria dos Santos, o empresário Ivan Kist e o vereador licenciado e secretário de Viação e Serviços Públicos de Rondon, Adriano Cottica.

As investigações iniciaram em 2013, depois que informações sobre uma irregularidade em um processo licitatório em Rondon foram repassadas ao Gaeco. De acordo com a denúncia, a empresa do policial militar, que está em nome de sua esposa, venceu a licitação para a recolha de entulhos e recebeu determinada quantia financeira para a execução, mas o serviço teria sido feito pela própria prefeitura. Em princípio o foco era um procedimento licitatório em Marechal Cândido Rondon. Uma empresa venceu a licitação para prestar serviços de recolha de galhos e entulhos, mas descobrimos, por meio de diligências em campo, que quem prestava o serviço era o município, e mesmo assim a empresa recebia como se tivesse prestado, diz a promotora Juliana Stofela da Costa, que está à frente das investigações.

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O Gaeco, entretanto, descobriu que o esquema envolvia mais pessoas e outras empresas. A partir dessa primeira licitação, foram incluídos outros investigados em virtude de contatos que tiveram com os alvos iniciais da operação, destaca a promotora. São ao menos oito investigados, entre eles o policial, o secretário municipal, o empresário Ivan Kist, o prefeito e outros quatro agentes públicos. A partir dessa documentação apreendida, podemos encontrar provas de envolvimento de mais pessoas, confirma.

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