Marechal Cândido Rondon conta com o Grupo de Estudos em Fruticultura e Floricultura da Unioeste (GEFF) desde 2016, quando houve a necessidade da criação do setor para dar suporte às atividades de pesquisa, bem como às aulas práticas do curso de Agronomia.
Atualmente, o grupo produz flores de corte, flores de vaso e plantas ornamentais. Toda a produção é destinada à pesquisa e em estudos como adubação, densidade de plantio, manejo, técnicas de propagação e conservação pós-colheita. “Além das pesquisas realizadas pelo grupo, as flores também são utilizadas em arranjos para ornamentação de eventos da universidade e, quando há um excedente de flores, são utilizadas para embelezar e dar vida aos ambientes internos da Instituição”, ressalta a professora Fabíola.
As flores são produzidas em dois ambientes telados, com 320 e 225 metros quadrados, uma casa de vegetação de 80 metros quadrados, além de uma área a campo com 0,5 hectare, localizada na Fazenda Experimental Professor Doutor Antônio Carlos dos Santos Pessoa, localizada na Linha Guará, interior rondonense.
Além da área de 0,5 hectare, a nova localização do setor de floricultura terá também uma casa e um pequeno galpão que darão suporte às atividades da equipe. A expectativa é que possam ser adicionadas de cinco a dez novas espécies de cultivo nos próximos dois anos, de acordo com as demandas dos estudantes e da sociedade.
Em 2022 o setor de floricultura será transferido para uma nova área, também localizada na Fazenda Experimental da Unioeste, na Linha Guará. O objetivo da transferência é facilitar e tornar mais dinâmicas as atividades do grupo, visto que a nova área se encontra lateralmente ao setor de fruticultura, também de responsabilidade da professora Fabíola Villa e no qual o grupo GEFF trabalha.
O GEFF cultiva aproximadamente 20 espécies de flores. São elas: estátice, copo-de-leite, gladíolo, girassol, lavanda, helicônia, tango, áster, estrelitzia, hemerocale, crisântemo, rosa, rosa-do-deserto, bastão-do-imperador, gengibre ornamental, alpínia, calla, suculentas, flor-de-cera, buxinho e podocarpo.
Incentivo
Na Unioeste, o incentivo ao cultivo de flores se dá por meio de cursos, dias de campo, além do que é ensinado nas disciplinas relativas à floricultura e a plantas ornamentais durante a graduação e pós-graduação em Agronomia. “Nessas ocasiões são passadas técnicas de cultivo, elucidadas dúvidas e mostrados dados que comprovam a rentabilidade e a possibilidade de ganhos com a produção de flores. Assim, ocorre a estimulação para cultivos domésticos ou em nível comercial”, explana a coordenadora do Grupo de Estudos em Fruticultura e Floricultura (GEFF) da Unioeste, Fabíola Villa.
Ela diz que muitos produtores procuram a Unioeste em busca de orientação. “Os produtores nos procuram no intuito de saber como produzir, se precisa de estufa, se determinada espécie é melhor de plantar em vaso ou em canteiros protegidos”, comenta.
Na opinião da professora, o Oeste do Paraná pode se tornar um polo produtor de flores, mas nunca vai ultrapassar a produção de grãos. “A produção de flores é uma alternativa de renda ao pequeno e médio produtor”, observa.
Segundo a docente, na região as orquídeas são as mais cultivadas, principalmente em vasos. “Já para as hastes há um grande desenvolvimento do gladíolo, ou palma de santa rosa, que é uma cultura rústica e precisa de poucos produtos para aplicação, bem como a estátice, que também é rústica e se adapta bem às condições de clima e solo da região”, informa, ampliando: “Além disso, há as flores tropicais, como a ave do paraíso e a helicônia, que têm boa aceitação no Oeste, além das flores de corte e o copo-de-leite como flor de raso ou haste de corte para fazer arranjo”.
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Flores produzidas pelo Grupo de Estudos em Fruticultura e Floricultura da Unioeste são utilizadas em pesquisas e aulas práticas do curso de Agronomia (Foto: Divulgação)


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