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Marechal

Lideranças pretendem engrossar cobrança e organizar movimento devido à paralisação de obras na entrada de Marechal

Duplicação da BR-163 estacionou entre o portal de entrada de Marechal Rondon e o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF)


calendar_month 24 de agosto de 2022
6 min de leitura

Nesta semana, completou duas décadas desde as primeiras mobilizações organizadas em prol de melhorias na BR-163 no Oeste paranaense, na época, em especial, entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra (o fato histórico foi relembrado em reportagem do O Presente – clique e acesse na íntegra).

O presidente da Câmara de Vereadores de Marechal Rondon, Pedro Rauber, se recorda do movimento e considera que o município rondonense já foi, de alguma forma, beneficiado pelas melhorias tidas desde então na rodovia.

“Todo o escoamento da produção agrícola do Mato Grosso e do Paraguai acontece na BR-163. Evidentemente, o governo também passou por um momento difícil com a pandemia, mas diante da grande produção que é escoada na nossa região, o que rende arrecadação aos governos estadual e federal, deveriam olhar para a nossa rodovia com mais carinho”, pontua.

Entrave no crescimento

Nos últimos anos, as melhorias que vêm sendo realizadas na BR-163 entre Marechal Rondon e Toledo estacionaram na entrada do município rondonense. Rauber vê a paralisação da obra como prejudicial em todos os aspectos. “Os empresários que utilizam [a rodovia] têm dificuldades e aqueles que manifestam intenção de se instalar aqui recuam diante dessa situação. Muitos estão indo para outros municípios. Marechal Rondon é um município-centro e a tendência é crescer cada vez mais, mas essa rodovia paralisada atrapalha e muito”, avalia.

No movimento de 20 anos atrás, à época em prol de melhorias para a rodovia Rondon/Guaíra, o chefe do Legislativo rondonense foi um dos “cabeças” da paralisação. Agora, na fase atual de trabalhos entre Rondon/Toledo, com a paralisação das obras na entrada do município rondonense, ele garante que a reivindicação pela retomada segue na sua agenda. “Acredito que as obras foram afetadas devido à pandemia e, agora, pelo período eleitoral, mas não vamos deixar o assunto passar batido”, assegura.

“Vamos começar, ano que vem, um manifesto mostrando a insatisfação da região e a dificuldade que estamos enfrentando com essa obra paralisada. Não vamos deixar de graça, seja quem for o que vai comandar o país, porque é impossível uma região de onde sai tanta produção ter uma obra tão importante paralisada”, salienta Rauber.

Ele afirma que deputados têm sido cobrados sobre a situação da BR-163 em Marechal Rondon. “Nossa luta é pelo desenvolvimento. Todos os deputados que vierem aqui querendo um compromisso nosso, não é como aconteceu outras vezes, vem, pega e some, vão ter que assumir uma responsabilidade com o município”, afirma.

Presidente da Câmara de Vereadores de Marechal Rondon, Pedro Rauber: “Marechal Rondon é um município-centro e a tendência é crescer cada vez mais, mas essa rodovia paralisada atrapalha e muito” (Foto: Andressa Trentin/OP)

Impactos econômicos

Por parte da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Rondon (Acimacar), a conclusão da rodovia foi e ainda é uma demanda, ainda que já haja ganhos em fluxo de veículos, segurança e qualidade de asfalto e sinalização no trecho da duplicação concluído entre Marechal Rondon/Toledo.

“Infelizmente, a maior parcela da obra que falta ser concluída está na porta de entrada de Marechal Rondon e isso causa muito transtorno para quem circula neste trecho. Vemos que a trafegabilidade desta área é extremamente comprometida por diversos fatores, como a má qualidade do asfalto, a falta de sinalização, de vias marginais e de viadutos para melhoria do acesso. Mais do que permitir a melhor trafegabilidade para os veículos, temos também a questão da segurança, pois há grande risco de acidentes no trecho”, pontua a presidente da Acimacar, Carla Rieger.

Segundo ela, há um prejuízo significativo também do ponto de vista econômico. “Esse trecho não influencia apenas a entrada e a saída de pessoas e mercadorias da nossa cidade. A BR-163 é um importante eixo para a circulação de produtos e escoamento da produção, especialmente agrícola, para outras regiões do Brasil e ao Porto de Paranaguá. A falta de condições para trafegar de forma ágil e segura implica no aumento de custos logísticos às empresas e, consequentemente, impacta na questão econômica”, ressalta.

Demanda da Acimacar

Carla menciona que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tinha prazo para finalização em 25 de julho deste ano, mas o órgão informou que a conclusão não aconteceria no prazo devido às restrições orçamentárias. “Até onde a Acimacar tem conhecimento, o Dnit estima que são necessários R$ 117 milhões para a conclusão da obra entre o portal de entrada de Marechal Rondon e o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e sabemos que este valor não está previsto no Orçamento Geral da União”, expõe.

Diante desse entrave, ela afirma que a Acimacar segue atuando de forma ativa nesta demanda. “Já fizemos pedidos oficiais aos nossos representantes políticos e ao POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), pois não podemos ficar com essa obra na porta de entrada do nosso município, prejudicando a trafegabilidade do trecho, a segurança de quem circula nessa área e sofrendo com os impactos econômicos negativos não somente para Marechal Rondon, mas para todos que dependem da BR-163”, finaliza.

Presidente da Acimacar, Carla Rieger: “Já fizemos pedidos oficiais aos nossos representantes políticos e ao POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), pois não podemos ficar com essa obra na porta de entrada do nosso município” (Foto: Divulgação)

Concessão

Em recente entrevista ao O Presente, o deputado federal Sérgio Souza disse que o trecho em obras na entrada de Marechal Rondon está incluído no lote 6 do projeto de concessão das rodovias paranaenses e que o andamento de tais intervenções depende do cronograma de concessões (clique e saiba mais).

Quatros Pontes já usufrui da rodovia duplicada

Enquanto algumas cidades têm obras no “pátio” de casa, outras já se beneficiam da rodovia duplicada. Quatro Pontes é um desses casos: a entrada principal do município, para quem vem de Toledo, conta com o trecho da BR-163 concluído, o que “enche os olhos” do prefeito João Laufer.

Ao O Presente, ele destaca que a comunidade e a administração quatro-pontense teve muitos benefícios com a conclusão das obras naquelas “bandas”. “Houve a redução de acidentes, ganhamos em mobilidade e facilidade para nos deslocar a Toledo e aos outros municípios”, enaltece.

Laufer também destaca que boa infraestrutura rendeu ganhos econômicos a Quatro Pontes, que teve um “boom” de empresas se instalando nos últimos tempos. “Contar com a BR-163 pronta para nós foi de grande valia, porque muitas empresas nos procuraram e se instalaram no município, assim como outras estão trabalhando para colocar suas indústrias aqui”, adianta.

De acordo com o prefeito, um dos motivos para a não finalização das obras na BR-163 entre Quatro Pontes e Marechal Rondon foi o uso de recursos na saúde, devido à pandemia de Covid-19. “Ano que vem devem retomar essa obra e, graças a Deus, o trabalho deve continuar. Acredito que até final de 2024 seja concluído esse trecho”, considera.

Quatro Pontes é um dos municípios que já usufrui da duplicação da BR-163 e, conforme o prefeito João Laufer, os ganhos vão desde o desenvolvimento econômico até a mobilidade dos cidadãos (Foto: Divulgação)

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