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Marechal Rondon inicia 2017 com sete mil endividados

calendar_month 17 de janeiro de 2017
4 min de leitura

Mesmo com a injeção de milhões de reais através do pagamento com 13º salário, da melhora da economia e da conscientização do consumidor em se organizar e pagar suas contas, o município de Marechal Cândido Rondon iniciou 2017 com 7.048 endividados. Deste total, 6.560 são pessoas físicas, enquanto os outros 488 cadastrados correspondem às pessoas jurídicas, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Associação Comercial e Empresarial de (Acimacar) do município.

 

Joni Lang/OP
Ampla maioria dos débitos está representada por pessoas físicas; valor é de aproximadamente R$ 7,2 milhões. Baixas no SPC recuaram 12,76% em 2016

 

Chama atenção a quantia de 15.605 registrados no SPC, isso porque um mesmo CPF ou CNPJ pode ter mais de uma dívida a pagar. Mas o que impressiona é a soma dos valores no SPC e em cheques, representando cerca de R$ 7,2 milhões, a ampla maioria registrada por pessoas físicas (confira as tabelas).

Conforme o diretor do SPC na Acimacar, Davi Gerson Zimmermann, apesar da melhora observada na economia, ainda assim 2016 foi um ano de dificuldades financeiras, exigindo jogo de cintura de empresários e cidadãos, o que, no seu entender, pode explicar o considerável número de inadimplentes. O ano passado foi de recessão e nós acreditamos que este ano deve ser de retomada do crescimento. No ano passado o pessoal gastou menos ou então comprou à vista em dinheiro ou no cartão, possivelmente sendo recompensado com um desconto, expõe, lembrando que o empresário não efetua consulta no sistema do SPC quando alguém compra à vista, uma vez que o pagamento está garantido.

Números do SPC

O desempenho geral do SPC no que tange às consultas, aos registros e às baixas obedeceu a tendência de queda em 2016 na comparação com 2015. Se analisarmos os meses de janeiro a dezembro de 2016, vamos verificar que houve um aumento considerável nos registros dentro do mesmo ano. Diminuiu na análise com 2015, mas o desempenho das consultas no ano passado foi bom, mostrando que o empresário está preocupado em fazer consultas sobre a necessidade de colocar o cliente em débito na faixa de inadimplentes, salienta Zimmermann.

Em se tratando de registros, que revela o ingresso de inadimplentes, novamente houve redução na análise de um ano para o outro, contudo foi observado grande aumento nos meses de outubro a dezembro. A elevação de registros ocorreu porque muitos empresários optaram por incluir no sistema SPC os consumidores que deviam alguns meses e não se manifestavam para negociar ou quitar suas contas.

O recuo também foi sentido referente às baixas, quando o devedor quita suas contas. A queda foi de 12,76% no acumulado do ano. As pessoas estiveram mais cautelosas no decorrer do ano devido à instabilidade causada pela crise econômica brasileira. Embora em menor escala, ainda assim refletiu na economia do município e da região, fazendo com que os consumidores comprassem menos e não pagassem as suas contas. Mesmo assim, o aumento no ano foi de quase 50% até dezembro. Isso nos faz acreditar que as pessoas estão preocupadas em limpar os seus nomes. Por outro lado, o empresário deve consultar o SPC nas compras a prazo, registrar inadimplentes e cobrar os devedores, diz.

Melhora gradativa

Apesar disso, Zimmermann sabe que ainda deve demorar para a situação normalizar, contudo acredita na melhora gradativa da economia local e nacional. A colheita da safra foi iniciada e segue até o fim de fevereiro, sendo que este dinheiro deve girar na economia. Além disso, a queda dos juros também tende a possibilitar novos investimentos, gerando mais vagas de trabalho. Esses dois casos devem fazer com que as pessoas paguem suas dívidas, deixando os seus nomes limpos, finaliza.

 

Paranaense é o consumidor mais pendurado do Brasil

Um balanço anual elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com informações da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que 86,3% dos paranaenses tinham alguma dívida, ao passo em que a média brasileira estava em 58,7%. Isso significa que o Paraná figura como o Estado com o maior percentual de famílias penduradas em 2016. Atrás apareceram os Estados de Santa Catarina e Roraima, com 85,3% e 83,1%, respectivamente.

 
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