
Para muitos, o mês de janeiro começa com contas extras que precisam ser pagas, e para quem tem filhos, mais uma despesa entra em cena: a compra dos materiais escolares. Quem não comprou até o momento pode se preparar: os itens em Marechal Cândido Rondon estão até 10% mais caros do que em 2016. Segundo a proprietária da Livraria Nota 10, Mariane Marcon, o aumento se deve à tributação do Governo do Estado. Todo ano temos pequenos reajustes, principalmente na linha de cadernos. Porém, este ano, percebemos que algumas mercadorias mantiveram os preços e o que aumentou foi o imposto, expõe.
Todos no setor têm que conviver com o aumento da contribuição financeira imposta pelo Estado. O proprietário da Livrarias Globo, Elonir Kochem, comenta que em 2016 foi criado um novo imposto pelo Governo do Paraná. Em nível estadual os preços aumentaram por conta disso, pois foi cobrado inclusive sobre o estoque que tínhamos, não somente sobre a compra da mercadoria nova, lamenta. O empresário diz que o papel também subiu. Cerca de quatro empresas no Brasil trabalham com papel e os preços são baseados no dólar. Muitos preferiram exportar do que trabalhar internamente. Em paralelo, mais da metade do nosso material é constituído de papel. Então, no ano passado tivemos um aumento significativo dos preços, depois de um período de cerca de três anos em que havíamos conseguido mantê-los sem aumentos. Já neste ano o aumento varia entre 7% e 10% dependendo do item, acrescenta.
Mesmo com um cenário de preços mais altos, janeiro é o principal período de vendas para as livrarias. Mariane destaca que as comercializações aumentam em até 60% durante a época de compra de material escolar. Há clientes que só vêm no início do ano. Talvez voltem uma ou duas vezes para comprar um lápis ou um material específico que o professor pediu para fazer um trabalho, relata. Para ela, este ano as vendas serão inferiores ao mesmo período de 2016. Já conseguimos fazer esta constatação. Assim como no Natal as vendas diminuíram, agora também estão um pouco abaixo do esperado, pois observamos que muitos vão
reaproveitar itens do ano passado, a partir de comentários como lápis de cor ainda tem, vou comprar uma caixa nova daqui uns meses apenas, e assim com outros itens. Acho que a palavra de 2017 vai ser reaproveitamento, expõe.
Assim como os preços podem oscilar, as expectativas no comércio rondonense também variam, já que, para Kochem, 2017 está melhor do que o ano que passou. Estamos percebendo vendas melhores este ano. Vemos pais que ano passado compraram somente o material básico e que agora estão trazendo os filhos e permitindo que comprem um ou outro produto a mais, conta.
E é dessa maneira que o casal Meire e Marcos André Schulz decidiram fazer as compras do material escolar da filha Gabriela Cristina Schulz, de seis anos. Trouxemos ela junto para que entre os itens pedidos na lista ela pudesse escolher o que mais lhe agrada, declara Meire. A mãe comenta que percebeu o aumento nos preços e que gosta de fazer pesquisa dos valores, mas que o fator decisivo na escolha do local onde fazem as compras é o atendimento. Ficamos onde percebemos que somos bem recebidos, que nossas dúvidas são sanadas e que a compra ocorre de maneira tranquila, detalha.
Poder escolher o que mais gosta sem levar em conta os preços é um privilégio das crianças. Já para Eliane Biezotti, de 17 anos, o preço foi o fator decisivo nas compras do material escolar deste ano. Ela, que é revendedora de cosméticos, está pagando pelo material adquirido pela primeira vez. Até o ano passado minha mãe é quem pagava pelos itens escolares. Este é o primeiro ano que pago sozinha e o que eu estou olhando mesmo são os preços, menciona.
Variedade
Uma infinidade de itens, marcas, cores e modelos preenchem as prateleiras das livrarias. Para os adolescentes, de acordo com Mariane, os cadernos que mais têm saída são os da Capricho, marca que lidera esse ranking há alguns anos. Já para as meninas, os materiais da Shopkins são a sensação do momento. Os meninos são mais tranquilos, normalmente gostam de vários personagens e, às vezes, ter um carrinho estampado já é o suficiente, relata.
Outro produto em alta é a mochila em 3D, visualmente atraente e que tem ótima durabilidade, avaliada em, no mínimo, dois anos.
Kochem destaca que é importante não deixar para fazer a compra na última hora. Isso porque alguns materiais vão acabando. Procuramos sempre repor, mas, às vezes, determinado item acaba e não temos mais. As meninas principalmente, que gostam de exclusividade, podem ficar sem algo que desejavam, pontua.
Curso superior
Quem está na formação superior também precisa de materiais escolares, que podem ser encontrados nas livrarias e, caso não tenha o item necessário, o pedido pode ser feito. Temos também alguns livros específicos de cursos superiores. Buscamos nos manter atualizados, principalmente com os do curso de Direito, que mudam bastante. Por isso, por meio das parcerias que temos com editoras, vamos fazendo pedidos várias vezes ao ano, enaltece Glarice Kochem, da Livrarias Globo.
Na hora de pagar
Além dos preços, negociar a forma de pagamento é fundamental. Em ambas os estabelecimentos citados o desconto à vista é de 15%. Já para parcelamento, na Livraria Nota 10 ele pode ser feito em até seis vezes no cartão de crédito; na Livrarias Globo, além deste mesmo parcelamento, aceita-se cheques pré-datados; também há descontos para alguns convênios.