Considerando a repercussão e a expectativa geradas em torno da greve dos servidores estaduais do Paraná, prevista para começar nesta terça-feira (25), com a adesão de diversas categorias, entre elas, professores, funcionários estaduais da saúde, agentes penitenciários, há muitas especulações em torno do assunto, inclusive em Marechal Cândido Rondon.
Ao O Presente, o comandante do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), tenente-coronel Saulo de Tarso Sanson Silva, esclarece que a Polícia Militar (PM) apenas se solidariza às reivindicações dos servidores estaduais, mas destaca que legalmente a PM não pode parar suas atividades. Segundo ele, por lei os policiais não podem paralisar as atividades. Em vista disso, garante, não haverá adesão à greve. “A Polícia Militar segue em negociações com o governo estadual. Não se trata de aumento salarial, apenas de reposição. Estamos há quatro anos sem esta reposição salarial”, enaltece, acrescentando que os policiais seguem suas rotinas nesta terça-feira, primando pela segurança da população e pelo combate à criminalidade.
As categorias reivindicam reposição referente à inflação dos últimos 12 meses, que representa 4,94%.
Decisão do Supremo
Em 2017 o Supremo Tribunal Federal decidiu que policiais federais, civis, militares, rodoviários, bombeiros e agentes penitenciários não podem fazer greve. Caso estes servidores estejam em situação conflitante, seja por não receberem salários, falta de aumento, reposições salariais ou sucateamento de suas instituições, devem tentar encontrar solução para seus pleitos com intermediação do Judiciário, sendo o governo obrigado a negociar.
Professores
No que tange à categoria de professores, alguns docentes de Marechal Rondon já declararam que irão aderir à greve a partir desta terça-feira.
O Presente