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Passada a Páscoa, comércio rondonense mira o Dia das Mães

calendar_month 29 de abril de 2019
7 min de leitura

 

Passado o período dos ovos de chocolate, o comércio já volta os olhos para a segunda data comemorativa mais importante do setor: o Dia das Mães.

Celebrado neste ano em 12 de maio, a data perde apenas para o Natal em volume de negócios, todavia, a vice-presidente do Comércio da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar), Geovana da Silva Krause, compara que para o Dia das Mães as empresas não trabalham em horários estendidos e a campanha para presentear as matriarcas é menor do que o período do Natal. “Pelo Dia das Mães não ter um horário especial e pela quantia de negócios feitos, com vendas bastante expressivas, podemos considerar a data tão boa quanto o fim de ano”, considera a empresária.

Este comportamento do consumidor acontece, na visão de Geovana, pela cultura de valorização da mãe que existe na sociedade, envolvendo o amor e o afeto dos filhos pela matriarca e até mesmo por avós, tias e outras figuras femininas. “O comércio se utiliza muito desse lado emocional nas vendas e geralmente tem um aquecimento bastante expressivo. Junto a isso, outro fator positivo para o varejo está na mudança de estação, especialmente para lojas de confecção e calçados”, comenta.

Mesmo empresas do segmento de acessórios, que acompanham as tendências de cores e estilos da nova temporada, são beneficiados pela chegada do inverno. “O cliente que vem comprar o presente para a mãe acaba levando algo para ele também por conta de as empresas dos segmentos que acompanham as tendências da estação estarem se atualizando e atraindo o olhar consumidor para suas vitrines”, menciona Geovana.

 

Momento econômico

Pelo início de ano contar com despesas significativas, como as contas do ano anterior, impostos como IPVA e IPTU, material escolar para aqueles que têm filhos em idade escolar, entre outros gastos, é em meados do mês de maio que o consumidor começa a “respirar” quando o assunto é dinheiro. “Mesmo a Páscoa não sendo nosso nicho de venda, percebemos que a data neste ano foi de lembrança e não do presente. Mesmo com a mudança de governo e as expectativas melhores para a economia do Brasil, este ano ainda está bastante lento”, considera o empresário Jean Augusto Rohloff.

Na experiência particular do lojista, os primeiros quatro meses de 2019 têm superado as vendas do ano passado, contudo, o resultado não tem alcançado as expectativas de venda para este ano. “É com base nestes resultados que acredito que não teremos um ‘boom’ de vendas no Dia das Mães”, opina.

Geovana considera, assim como Rohloff, que 2019 está sendo um ano mais complicado em aspectos econômicos, entretanto, o comércio é como uma roda: está sempre girando. “Às vezes de forma mais rápida e às vezes mais lenta. A nossa economia veio nesse início de ano com uma expectativa grande, mas muitos setores não estão tendo o dinamismo desejado. Todavia, não podemos dizer que está parado”, pontua.

A expectativa do varejo, salienta, é de que a partir de maio as vendas comecem a acelerar. Historicamente, é o Dia das Mães que alavanca as vendas para o setor, por isso a esperança dos comerciantes é grande acerca da data. “Mesmo nessa conjuntura, o empresário precisa buscar otimismo, inovar em sua empresa, planejar os investimentos para se aproximar do consumidor e despertar nele o interesse em vir até sua loja, treinar sua equipe e ter iniciativa. Se você não fizer nada de diferente, não adianta esperar um resultado diferente. É preciso lembrar que após a tempestade sempre tem um período de bonança, e é isso que estamos esperando para este ano”, pontua Geovana.

 

Mudança de estação

Outro termômetro para o comportamento do consumidor nesta época do ano é justamente o clima. Entretanto, apesar da entrada das novas coleções de outono e inverno nas lojas já ter acontecido, o clima na região ainda está quente. “As pessoas ainda não estão investindo em roupas mais pesadas ou mesmo de meia estação, então estamos torcendo para a chegada do frio e para que ele seja contínuo”, ressalta Rohloff.

Ele diz que é no primeiro frio do ano que os empresários do ramo de confecções e calçados têm a melhor venda da temporada. Seja porque os consumidores não estão com os casacos arejados ou porque não lembram-se de todas peças que têm no guarda-roupas, sempre acabam fazendo compras significativas com ítens da estação mais fria do ano. “Temos outro benefício no nosso município que é a festa do município em julho, que faz aumentar as vendas de forma significativa. É o clássico aquecimento das vendas por conta da queda nas temperaturas”, enaltece.

 

Dia dos Namorados ganha espaço

Historicamente, é no Natal e no Dia das Mães que o comércio varejista tem os melhores resultados em volume de negócios. No entanto, Rohloff afirma que nos últimos três anos o Dia das Mães tem perdido espaço para o Dia dos Namorados. “Talvez por ser uma data em que são presenteados tanto o público masculino quanto o feminino é que há esse volume maior de vendas”, opina o empresário.

Ele compara, por exemplo, que há alguns anos o poder aquisitivo dos consumidores permitia presentear as mães com joias. Hoje, no entanto, são poucas as pessoas que têm esta possibilidade. “Mas no Dia dos Namorados, a aliança de compromisso acaba sendo uma das principais opções de presente”, exemplifica.

Neste aspecto, o empresário comenta que estão sendo captadas ideias de presentes mais acessíveis, com um viés de lembrança, para que a data não passe em branco. “Mas ainda que o volume de negócios seja menor do que em outras datas, a mãe é sempre mais valorizada do que qualquer outra data comemorativa, porque o amor de mãe é muito especial, ela é uma figura muito importante para o filho, para a família”, enfatiza. “Vivemos uma era de força da mulher, em que o feminismo está sendo muito visto e apesar de a mulher sempre ter sido vista como mais forte, hoje ela está sendo ainda mais reconhecida por essa força”, complementa.

Ainda que existam famílias comandadas apenas pela figura masculina e sem a presença da mulher, Rohloff ressalta que existem muitos outros lares que são sustentados por matriarcas, sejam por avós que criam filhos e netos ou mesmo pelas mães. “Apesar de o aspecto comercial mostrar que o Dia dos Namorados está mais forte, as pessoas não deixam de dar a importância devida ao Dia das Mães pelo que ela representa”, conclui.

Empresário Jean Augusto Rohloff: “Apesar de o aspecto comercial mostrar que o Dia dos Namorados está mais forte, as pessoas não deixam de dar a importância devida ao Dia das Mães pelo que ela representa” (Foto: Leme Comunicação)

 

Valorização do comércio local

Em busca de valorizar o comércio do município, atraindo os consumidores a comprarem nas empresas de Marechal Cândido Rondon, Geovana menciona que a Acimacar realiza a tradicional campanha de Dia das Mães. “No passado existia uma grande diferença da nossa cidade para os grandes centros e grandes redes, mas hoje, apesar de sermos um município de pequeno porte, nossas empresas têm a mesma qualidade e o mesmo rol de produtos das outras cidades”, frisa.

A campanha objetiva incentivar o desenvolvimento de todo o comércio. “Comprando nas empresas identificadas com cartazes e banners da campanha o cliente ganha cupons e concorre a vales-compras de R$ 300 a R$ 2 mil”, finaliza Geovana.

Vice-presidente do Comércio da Acimacar, Geovana da Silva Krause: “Mesmo nessa conjuntura, o empresário precisa buscar otimismo, inovar em sua empresa, planejar os investimentos para se aproximar do consumidor e despertar nele o interesse em vir até sua loja” (Foto: Divulgação)

 

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