O Presente
Marechal

Rondonenses desperdiçam cerca de 50% do lixo reciclável

calendar_month 28 de março de 2017
6 min de leitura

Joni Lang/OP
Mudanças no horário de recolhimento objetivam facilitar o trabalho por parte dos agentes ambientais

Aproximadamente metade do lixo considerado reciclável é impróprio para a sua finalidade, conforme constatação da Cooperativa de Agentes Ambientais de Marechal Cândido Rondon (Cooperagir). De acordo com a coordenadora Caroline Bünzen, a comunidade rondonense está separando o lixo reciclável, contudo parcela considerável das pessoas ainda não o faz da maneira como deveria, seja por desatenção ou falta de conhecimento.

Segundo ela, mensalmente são geradas 140 toneladas de recicláveis que são encaminhados até a usina, porém apenas 70 toneladas são reaproveitadas a favor da cooperativa. As outras 70 toneladas são formadas por rejeitos, ou seja, boa parte da comunidade ainda não está consciente sobre a necessidade de separar lixo orgânico do que pode ser reaproveitado, menciona.

Com 50 mil habitantes, a conta representa em torno de 2,8 quilos de reciclável por morador em Marechal Rondon. Isso, no entender de Caroline, significa que a população como um todo pode tomar um cuidado extra e separar lixo do que é reciclável. A gente pede para a população lavar os recipientes dos alimentos e colocar secos em um local separado. Esse desperdício geralmente acontece com embalagens de isopor que tinham queijos, presuntos ou carnes, além de caixas de leite e produtos em latas. O lixo orgânico, que os animais rasgam, deve ser colocado dentro da cesta de lixo, enquanto o reciclado deve estar embaixo da cesta, explica.

O calendário de recolha é alternado por bairros em se tratando de lixo reciclável e orgânico. Enquanto o reciclável é separado e encaminhado à usina, o orgânico é levado ao aterro. A coleta do orgânico e reciclável na maioria dos bairros acontece em dias diferentes, mas em alguns casos ocorre no mesmo dia. Por esse motivo nós pedimos para as pessoas separarem o reciclável do orgânico, diz.

 

Queixas

Um assunto que gerou muitas queixas nas últimas semanas foi o fato de que a recolha do reciclável não estava ocorrendo de maneira satisfatória, ou seja, as pessoas estavam reclamando da falta ou então do maior intervalo entre uma coleta e outra, o que gerou acúmulo de itens e produtos. Segundo informações da Cooperagir, isso aconteceu devido a um problema mecânico em um dos caminhões utilizados nos serviços, o que foi resolvido, entre outras questões.

Além disso, devido à mudança de horário na recolha, a população estava adaptada a colocar o reciclável meio-dia ou no início da tarde. Houve acúmulo de reciclável porque as pessoas não souberam dessa mudança e ligaram se queixando. As reclamações diminuíram, pois na semana que passou nós procuramos recolher o máximo possível, coletando até no sábado em alguns pontos para deixar praticamente em dia, comenta Caroline.

A mudança em questão é de que a partir de agora os agentes ambientais passam a recolher os materiais recicláveis apenas no turno da manhã, porém em horário estendido. Antes a equipe trabalhava o dia todo na coleta de reciclável, mas na usina de reciclagem os cooperados continuam trabalhando o dia todo, diz.

O lixo reciclável é coletado uma vez por semana obedecendo ao calendário definido. Na área central que envolve comércio a recolha é realizada nas quartas e sextas-feiras à noite, a partir das 18h30, pois a baixa no movimento proporciona mais agilidade na coleta. (Confira o roteiro a seguir).

 

Produção

A Cooperagir, que vinha recebendo do município um valor fixo pelo recolhimento de resíduos sólidos destinados à reciclagem, passa a receber por produção. É o que prevê o novo contrato assinado entre o município e a cooperativa.

De acordo com o secretário de Agricultura e Política Ambiental, Leandro Dadalt, essa forma de contratação resultará no incentivo aos agentes ambientais, com a melhoria e o aumento da reciclagem no município, além de proporcionar uma renda melhor aos associados da Cooperagir. Segundo ele, o novo contrato tem duração de um ano, como forma de adaptação, com previsão de renovação após este período.

Para Caroline, esta mudança é positiva aos cooperados, haja vista que no contrato anterior os agentes ambientais recebiam um valor fixo por mês. O prefeito viu uma condição melhor para oferecer para a Cooperagir, ou seja, quanto mais se trabalha, mais se ganha. Nós vamos receber um valor fixo para despesas administrativas, de escritório e de coleta, sendo que o restante do valor passa a ser pago por produtividade, reforça. Abaixo de 70 toneladas existe um valor, enquanto de 70 toneladas acima é pago outro valor. Nós também receberemos por uma taxa ambiental, informa.

 

Coleta do orgânico em dia

Um serviço que tem melhorado gradativamente no município e recebido comentários positivos da comunidade rondonense diz respeito ao recolhimento do lixo orgânico. O encarregado geral da Inova Ambiental Transporte de Resíduos, Milton Melo Pereira, salienta que os 18 colaboradores que atuam na coleta com dois caminhões recolhem em torno de 70 toneladas de lixo ao mês. O nosso recolhimento está normal, pois temos conseguido manter a frequência. Realizamos a coleta com dois caminhões nos períodos da manhã e da noite, sendo que um terceiro veículo fica na reserva em caso de eventualidade. Esses 18 colaboradores estão diretamente ligados à coleta do lixo orgânico, excetuando-se aqueles que trabalham na operação no aterro sanitário. A nossa estimativa atual é de que 750 toneladas de lixo orgânico sejam recolhidas mensalmente, expõe.

Apesar de a recolha estar em dia, Pereira comenta que a população por vezes não tem alojado o lixo orgânico no lugar certo. Nós recomendamos que as pessoas deixem o lixo orgânico nas cestas de lixo e não misturado com o reciclável. Além disso, aqui há costume de usar caixotes de lixo, por isso alertamos que os proprietários mantenham esses locais limpos, pois essa responsabilidade cabe a eles, enfatiza.

Pereira acrescenta que em vários pontos o lixo orgânico está misturado ao reciclável. O orgânico e o reciclável devem ser colocados no local correto, o orgânico na cesta e o reciclável embaixo dela. Outra questão a se observar é que falta a comunidade se acostumar a colocar o lixo na cesta no dia da coleta, preferencialmente um pouco antes do horário do caminhão passar. A lixeira não deve ser usada como local de exposição do lixo, o que deixa a casa com um aspecto feio, finaliza.

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.