Futuro: falar do que está prestes a acontecer só é possível quando existe a certeza do que foi feito no passado e pode ser comprovado agora, no presente. Alexandre Almeida Webber é o reitor da Unioeste e não hesita ao evidenciar a potência da universidade para os próximos anos.
Seguindo para o quarto ano à frente da reitoria, ao lado do vice-reitor o professor Gilmar Ribeiro de Mello, nesta que é uma das universidades mais importantes do país, multicampi (Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Toledo), Webber versa sobre os projetos concluídos, avanços para os servidores e os desafios enfrentados durante o período de pandemia e se orgulha em ter honrado o compromisso de ouvir e não deixar ninguém sem respostas.
Pitoco: A Unioeste avançou administrativamente?
Alexandre Webber: A gente enfrentou um grande desafio que foi a pandemia, mas com diálogo nós avançamos. E mesmo nesse período nós tivemos investimentos em todos os campi da universidade, sempre discutindo com as cinco direções, fazendo uma divisão onde todos os campi tivessem benefícios. Desde o início da gestão nos preocupamos com obras inacabadas e conquistamos recursos para que todas fossem concluídas, é gratificante dizer que no último ano de gestão, já no primeiro semestre já são mais de R$ 5 milhões divididos entre os campi para investimentos e com certeza teremos novos aportes até o fim do ano.
Pitoco: Como a universidade está se adequando às questões atuais, como a sustentabilidade?
Alexandre Webber: Propus a sustentabilidade durante a campanha para a reitoria por dois fatores: além de produzir uma energia limpa e renovável, ações neste sentido também nos dão possibilidade de economia de custeio. E essas economias são investidas na própria universidade. Nossa equipe de engenharia criou um projeto de usina fotovoltaica e encaminhou para Copel, fomos atendidos e estamos finalizando a primeira usina que dará um suporte maior ao campus de Foz do Iguaçu. Agora é ampliar isso para as outras cidades em que a Unioeste está presente. Desde o início da gestão nos preocupamos com obras inacabadas e conquistamos recursos para que todas fossem concluídas.
Pitoco: E o Hospital Universitário?
Alexandre Webber: Tínhamos um compromisso de conceder liberdade administra para o hospital, dotando-o de um órgão colegiado na gestão, como acontece com os campi, e agora conseguimos finalizar um regimento para o HUOP, algo fundamental para nosso hospital. Já nos primeiros meses concluímos as obras do Pronto Socorro, ação fundamental que conseguimos finalizar. Cito também a ala materno infantil que é uma obra muito importante, o Centro Obstétrico que precisávamos avançar e deve ficar pronto no segundo semestre. Nós tínhamos um entendimento enraizado que para o ensino aquele tamanho do hospital era suficiente, mas eu sempre falei que não adianta ter esse entendimento, porque somos o único hospital público de uma região gigante e trabalhamos para conseguir estrutura, funcionários. Hoje o Hospital Universitário conta com 60 leitos adultos, por exemplo, eram 14.
Pitoco: Você enfatiza a valorização do principal ativo de qualquer organização, gente, pessoas. Como aplicar esse princípio no que diz respeito aos alunos?
Alexandre Webber: Esse diálogo constante é fundamental para entender que os professores, agentes da universidade e alunos precisam ter condição de permanência. Para os alunos nós criamos a bolsa BIAAL, corrigimos o valor das nossas bolsas da universidade e igualamos com as bolsas dos órgãos de desenvolvimento. Quando as bolsas do Governo Federal tiveram reajuste, acompanhamos os índices e também reajustamos, além de criarmos o auxílio moradia.
Pitoco: E para os servidores e professores?
Alexandre Webber: Para os nossos servidores que sentem no bolso o peso da inflação, pelo segundo ano consecutivo, nós conseguimos avançar a discussão do plano de carreira, que teve modificação para agentes e está em fase final. E agora com o fim da greve dos professores também vamos focar nos docentes, dar continuidade às conversas sobre o plano de carreira. Vamos conseguir diminuir o déficit de recursos humanos, com a realização do concurso público que não acontecia há anos.

Pitoco: Considera que a Unioeste está inserida na comunidade?
Alexandre Webber: A partir do próximo ano letivo todos os cursos vão ter na grade curricular a extensão universitária, isso quer dizer que todos os cursos estarão mais presentes na comunidade. Tivemos um avanço que é a criação da Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação, foi feito todo um trabalho pela Secretaria de Ciência e Tecnologia junto às universidades que vai permitir que a sociedade diga o que precisa ser feito para que a universidade possa fazer.
Pitoco: O que se pode esperar do futuro da Unioeste?
Alexandre Webber: As perspectivas para o futuro são muito boas, temos avanços nos investimentos para as universidades públicas, ano passado tivemos um ano de estabilidade do nosso custeio e agora também temos novos avanços nos investimentos. O fundo de Ciência e Tecnologia a partir desse ano conta com recurso mais robusto, abertura das discussões em todos órgãos de fomento federal, a parceria de Itaipu com as universidades, ou seja, são as estruturas trabalhando de forma integrada.

Por Jairo Eduardo. Ele é jornalista, editor do Pitoco e assina essa coluna semanalmente no Jornal O Presente
Entrevista ao O Presente
Recentemente, o reitor da Unioeste, Alexandre Webber, esteve no jornal O Presente, acompanhado do secretário estadual Aldo Bona e do diretor-geral do campus de Marechal Cândido Rondon, Davi Félix Schreiner, ocasião em que reafirmou a sua pré-candidatura à reeleição, falou sobre a eleição na Unioeste, projetos, novos cursos, entre muitos outros assuntos. Confira!