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Cresce número de casos de dengue confirmados em municípios da região

calendar_month 20 de abril de 2019
10 min de leitura

 

A cada semana, novos casos de dengue são registrados no Paraná. Até agora já são cinco mortes motivadas pela doença no Estado, uma delas, inclusive, ocorreu em um município da região Oeste, Cascavel.

O levantamento da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) desta semana tem 561 novos casos. Ao todo, são 3.114 casos confirmados contra os 2.553 da semana anterior.

A Sesa alerta mais uma vez sobre a importância de a população participar das ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. O secretário Beto Preto reforça que essa é uma tarefa que requer cuidados diários, olhar com atenção para não deixar nenhum lugar com água parada dentro e fora das casas.

 

Quatro Pontes

Em Quatro Pontes a situação é preocupante. Conforme dados da 20ª Regional de Saúde de Toledo, o índice de infestação do mosquito é de 3,3%. Durante 2018, ficou em menos de 1%, que é o preconizado pelo Ministério da Saúde. Superior a isso, a primeira situação é de alerta e depois o risco é de surto de doenças. Além disso, no ano passado o município não registrou casos de dengue, zika ou chikungunya e nem recebeu notificações.

Em janeiro deste ano, o índice de infestação do primeiro ciclo era de 0,53%, porém as agentes de endemias encontraram muitos focos de larvas, sendo a maior parte em vasos e pratos de plantas, sucatas, cisternas, pneus e baldes. Atualmente, o município tem nove casos de dengue confirmados. Destes, há um caso grave de febre hemorrágica da dengue (FHD). Nenhum deles é importado. Além disso, outras duas pessoas com suspeita da doença aguardam resultados de exames.

O secretário de Saúde, Marco Antônio Wickert, explica que há dez dias foi identificado o primeiro caso. “É uma situação preocupante. Toda a equipe da secretaria, incluindo os médicos, está mobilizada. Estamos fazendo reuniões para um trabalho em conjunto e atendimento diferenciado, contudo, é necessária a colaboração da comunidade, com a limpeza de lotes, cuidados com objetos que sirvam para depósito de água e outras ações. Em caso de qualquer sintoma o munícipe deve procurar o Centro de Saúde. Os bloqueios contra o mosquito estão sendo realizados, bem como a aplicação de larvicida, mas cada quatro-pontense deve fazer a sua parte e nos ajudar neste combate”, ressalta.

Ele informa que os primeiros casos são da região central da cidade, contudo, um é do interior, na Linha Flor da Serra. “Ou seja, o cuidado deve ser obrigação em todo o município. Também é importante destacar que todos os casos de dengue, seja positivo ou negativo, devem passar pela saúde pública de Quatro Pontes. Ou seja, as pessoas precisam apresentar os exames na recepção do Centro de Saúde para que sejam computados os casos e a secretaria possa realizar ações de bloqueio”, aponta.

O município conta com apenas uma agente de endemias, que com o apoio das agentes de saúde realizam em torno de 12 mil visitas anuais. As vistorias são divididas em seis ciclos, contemplando dois meses cada, e entre os ciclos ainda é feito o levantamento de índice, que obedece a 20% dos imóveis na cidade, com a coleta de larvas para posterior análise.

A Secretaria de Saúde também promove arrastões da dengue, quando é retirado o maior número possível de criadouros do mosquito a partir da recolha de objetos que possam acumular água e é feita uma varredura contra o vetor. A ação ainda engloba a aplicação de larvicida em criadouros fixos e um caminhão passa recolhendo todo o material, incluindo o trabalho de orientar os moradores.

O Setor de Endemias ainda elencou pontos estratégicos, ou seja, locais mais propensos aos focos de larvas. Assim, visitas são feitas a cada 15 dias no cemitério, borracharias, floriculturas, metalúrgicas e no barracão da Associação Quatro-pontense de Catadores (AQC).

 

Nova Santa Rosa

No município de Nova Santa Rosa a Secretaria de Saúde realizou arrastão contra a dengue no começo deste mês, ocasião em que foram localizadas 56 residências com larvas do mosquito transmissor da doença. De acordo com a equipe de endemias, foram coletados 19 caminhões de lixo.

 

Mercedes

Em Mercedes, nas últimas três semanas foram notificados 25 casos suspeitos de dengue, sendo que destes seis foram confirmados até o momento.

Em razão do aumento de notificações, a Secretaria Municipal de Saúde realizou reuniões com o intuito de planejar ações e somar forças para o combate ao Aedes aegypti, mosquito que, além da dengue, também transmite zika vírus e chikungunya.

Entre as medidas tomadas estão a intensificação das ações de rotina, que consistem na coleta de lixo na cidade e nas localidades de Arroio Guaçu e Três Irmãs pela Secretaria Municipal de Viação e Obras, enquanto a equipe de saúde da família está promovendo visitas a domicílios juntamente com as agentes comunitárias de saúde e agente de controle.

Diante da atual situação, a Secretaria Municipal de Saúde emite um alerta epidemiológico contra a dengue, a fim de fazer com que o combate ao mosquito se torne uma rotina em qualquer época do ano, embora o verão seja a estação mais propícia para a proliferação do vetor.

A secretária de Saúde, Arlete Martins, pede a colaboração da comunidade para a eliminação do Aedes aegypti. “Combater os focos do mosquito transmissor é a única maneira de prevenir a transmissão da doença. A dengue é um problema, contra o qual todos nós devemos estar unidos”, enaltece.

 

Entre Rios do Oeste

No município de Entre Rios do Oeste, a Secretaria de Saúde informa que há quatro casos de dengue confirmados. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, dois casos são importados de outras cidades e os outros dois contraídos no município.

Segundo o coordenador do Setor de Combate à Dengue, Vilmar Frare, três casos estão em investigação.

A secretária de Saúde, Solange Schlindvein, salienta que as pessoas que viajaram para regiões onde há manifestação da doença e apresentarem sintomas compatíveis devem imediatamente procurar um médico. “Os profissionais de saúde devem notificar a vigilância a respeito de qualquer suspeita”, menciona.

 

Marechal Rondon

Em Marechal Cândido Rondon, na quarta-feira, a Secretaria de Saúde, por meio das agentes de saúde e endemias, em parceria com os servidores das secretarias de Agricultura e Política Ambiental, Viação e Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, realizou uma grande mobilização e conscientização sobre a dengue na região do bairro Primavera, localidade com maior índice de infestação do mosquito transmissor da dengue.

Conforme a secretária de Saúde, Marciane Specht, o objetivo é conscientizar os moradores sobre as consequências do não cuidado com os lixos expostos e, ao mesmo tempo, a realização de um mutirão em pontos estratégicos para a remoção de possíveis criadouros do mosquito encontrados pelo caminho, além da eliminação da água dos recipientes. “Foram achadas muitas larvas do mosquito. Por isso, precisamos da colaboração da população para cuidar de seu quintal, não deixar água parada e até mesmo ajudar a fiscalizar para que não tenhamos uma epidemia de dengue, algo que está ocorrendo em diversas cidades do país”, frisa.

No município há dois casos confirmados de dengue.

 

Pato Bragado

Assim como Marechal Rondon, Mercedes e Quatro Pontes, Pato Bragado tem caso confirmado de dengue e outros em investigação.

Segundo a enfermeira da Unidade Básica de Saúde, Fernanda Regina Brod, está ocorrendo a busca ativa para verificar se o caso é autóctone ou importado, uma vez que o paciente é conveniado e a consulta foi realizada em hospital na cidade de Marechal Rondon. “Além disso, quatro familiares iniciaram com sintomas e também já estamos realizando a busca ativa e sorologia”, revela.

A enfermeira declara que na quarta-feira (17) foi realizado atendimento de um paciente com sintomas e, imediatamente, providenciada a sorologia. “A princípio estamos com esses casos em andamento, ou seja, um positivo e cinco em investigação”, aponta.

Fernanda solicita à população para que redobre os cuidados com água parada em lotes e quintais. Também no caso de sintomas como febre, náuseas e vômito, forte dor de cabeça, moleza, dores no corpo e atrás dos olhos e manchas avermelhadas na pele para que procurem a unidade de saúde. “Se confirmada a suspeita será realizada a sorologia e notificação, e informado o Setor de Endemias para a busca ativa e trabalho de eliminação do mosquito”, comenta.

 

Santa Helena

O último levantamento da equipe da Vigilância em Saúde de Santa Helena apontou novamente um alto índice de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças. Como consequência surgiram as confirmações de que 17 pessoas contraíram a doença.

Deste contingente, cinco casos estão situados no eixo urbano de Santa Helena e os demais em outras localidades do interior.

Conforme a responsável pela Vigilância em Saúde, Terezinha Madalena Botega, o trabalho no município continua, com visitas a residências diariamente e notificação de pessoas imprudentes, que deixam acumular água em seus quintais. Além disso, segundo ela, é direcionado um trabalho especial para pessoas identificadas com a doença e na região de sua residência é intensificando o combate e a orientação na vizinhança.

De acordo com Terezinha, é importante que a população elimine a água parada e colabore com o município para evitar uma epidemia da doença. Além disso, ela frisa a importância das pessoas infectadas não saírem de casa para não correr o risco de transmitirem a doença aos demais. “Estamos mais uma vez pedindo o apoio da população para que elimine os objetos que contêm água parada e também comunique o setor responsável caso identifique a imprudência de moradores próximos. Precisamos acabar com esse mosquito que causa dor e sofrimento”, destaca a servidora pública.

 

 

Transmissão

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada da fêmea do Aedes aegypti. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, que é onde ele deposita os ovos. O verão, com as altas temperaturas e o aumento das chuvas, é propício para a proliferação do inseto. Por isso, é importante reforçar que o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto.

 

Sintomas

Os principais sintomas da dengue são: febre alta (maior que 38,5°C), de início abrupto e que dura entre dois e sete dias; dores musculares intensas; dor ao movimentar os olhos; mal-estar; falta de apetite; dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um Centro de Saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Prevenção

A prevenção é a melhor maneira para evitar a dengue, por isso, é responsabilidade de cada um cuidar do seu domicílio e cobrar dos vizinhos e amigos para que façam o mesmo.

 

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