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Municípios Usina de asfalto

Municípios lindeiros receberão R$ 5 milhões para pavimentação de estradas rurais

Presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros e prefeita de Mercedes, Cleci Loffi: “É um custo muito pequeno quando colocamos na balança a facilidade que esse equipamento vai trazer para os municípios” (Foto: Mirely Weirich/OP)

Aprovado em unanimidade pelo Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, um convênio em parceria a Itaipu Binacional propõe a pavimentação asfáltica em caminhos rurais dos municípios do Oeste do Paraná.

Conforme a binacional, o objetivo é apresentar uma alternativa para pavimentação asfáltica sobre pedras irregulares em caminhos rurais, com preço atrativo, qualidade satisfatória e boa produtividade. “Os membros do conselho aprovaram, em unanimidade, a realização do convênio, que é bom e muito importante para a região”, afirma a presidente da entidade e prefeita de Mercedes, Cleci Loffi. A apresentação do projeto aconteceu na segunda assembleia ordinária do órgão, ocorrida na semana passada em Santa Helena.

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De acordo com Cleci, a Itaipu deve repassar ao Conselho cerca de R$ 5 milhões em recursos para aquisição dos equipamentos. De outro lado, os municípios devem executar a pavimentação asfáltica em estradas rurais na proporção de um por um, ou seja, para cada real investido pela Itaipu na compra de equipamentos, o Conselho executará um real em pavimentação. “Serão adquiridos dois kits para a usina de asfalto, que compõem um caminhão equipado para fazer a distribuição de pedra, pedrisco e asfalto, camada por camada, com o tanque acoplado, além de uma bobcat, um rolo compactador e um tanque para ser instalado em cada município, onde o asfalto ficará depositado”, explica ela.

Dos 16 municípios que compõem o Conselho, Cleci pontua que apenas 13 farão parte do convênio. Foz do Iguaçu, devido ao tamanho da cidade e a demanda, receberá um kit único. Já São José das Palmeiras e Diamante D’Oeste comporão outra região que já possui um consórcio de maquinário.

 

Investimento

Na assembleia, comenta a presidente do Conselho, foi definido que até hoje (08) cada prefeitura deve enviar um ofício informando quantos quilômetros seu município possui de estradas poliédricas para pavimentação. “Desta forma, faremos a distribuição dos kits. Pensamos em dividir, por exemplo, de Mundo Novo até Entre Rios do Oeste um kit e de Santa Helena até Santa Terezinha de Itaipu outro kit, mas isso tudo depende de quantos quilômetros cada município tem a pavimentar”, enfatiza.

Cleci diz que o custo de cada um dos kits de maquinários gira em torno de R$ 2.499.667 milhões. Um deles, entretanto, que não contará com os tanques que ficarão instalados nos municípios, deve ser de R$ 1.959.667 milhão. “Para nós esse recurso é muito importante e acreditamos que até o fim de maio o valor já esteja na conta do Conselho”, estima.

Para a compra dos maquinários – que por meio do Conselho não demanda de licitação – será constituída uma comissão de seis prefeitos, que colocarão em pauta os quesitos qualidade e preço dos equipamentos para a aquisição. “A Itaipu já nos tabelou que existem apenas três empresas que trabalham com esse tipo de caminhão, então já estão nos enviando esses contatos, com valores, para começarmos as negociações”, menciona.

 

Operacionalidade

Em um primeiro momento, Cleci expõe que os prefeitos pensaram em cada município utilizar seu próprio operador de máquinas para realizar o trabalho, entretanto, a prefeita de Mercedes relata que, pelo caminhão ser totalmente digital e automatizado, ficou definido que o Conselho contratará a mão de obra, que posteriormente será treinada junto aos operadores dos municípios, para realizar o serviço. “Vamos contratar via Conselho um operador para cada equipamento, mas para a bobcat a pá e o rolo compactados os operadores dos municípios estão aptos a realizar o serviço”, detalha.

Ainda no sentido da operacionalização, Cleci declara que o Conselho solicitou apoio da binacional para saber a melhor forma de firmar o contrato com esse serviço terceirizado, tendo em vista que este trabalho é uma novidade para todos os municípios. “Já oficiamos para que, pelo menos por um ano, a Itaipu nos auxilie neste sentido, já que não sabemos o quanto rende este serviço”, evidencia. “Pensamos em pagar por metro quadrado executado e estamos aguardando esse retorno, mas sem dúvida o convênio vai ocorrer e os kits virão para o Conselho”, reafirma.

Ela informa, ainda, que também foi discutido que será definido um número determinado de quilômetros a serem realizados em cada município, tendo em vista que alguns possuem mais estradas a serem pavimentadas do que outros. “Faremos um primeiro rodízio e, assim que passar por todas as cidades, começaremos novamente, até que todos estejam completos e nenhum seja prejudicado nessa divisão”, explica.

 

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