Um protesto no lado paraguaio, que iniciou na quinta-feira (30) e se estende nesta sexta-feira (31), gerou alterações no cronograma de travessias no Lago de Itaipu, afetando o movimento no Porto Internacional de Santa Helena. De acordo com informações da Administração Portuária, a balsa paraguaia não atracou no lado brasileiro pela manhã e somente uma balsa brasileira fez a travessia. O deslocamento para o período da tarde desta sexta-feira (31) ainda está sendo analisado.
Moradores da região de Puerto Indio, distrito de Mbaracayú, no Paraguai, reivindicam o asfaltamento de um trecho de 60 quilômetros, que liga a supercarretera com o Lago de Itaipu. No acesso ao porto estão instalados os escritórios de aduanas de migrações, com o controle de serviço de balsas. Dentre os principais produtos escoados estão milho e demais cereais, produzidos nos distritos da zona norte do Alto Paraná, parte de Canindeyú e parte de Caaguazú.
O projeto para o asfalto ou pavimentação vem sendo apresentado há mais de 15 anos e ainda não foi atendido pelas autoridades, segundo informa o atual intendente da comunidade, Edir Lermer.
Somente em Mbaracayú os trabalhos teriam um custo de US$ 35 milhões, segundo Lermer, o então presidente Fernando Lugo teria manifestado que o custo era muito elevado.
Quando Federico Franco assumiu a presidência do Paraguai, solicitou um novo projeto executivo para a pavimentação da estrada. O documento técnico custou 400 milhões de guaranis e foi pago por colonos da região. Com a nova mudança de governo, o projeto novamente ficou parado.
Na quinta-feira (30) os moradores da região iniciaram um protesto que se estende nesta sexta-feira (31), o que gera necessidade de alterações no transporte das balsas e também influencia o movimento e desembaraços no porto Internacional de Santa Helena.
Com agências