Municípios Mão-pé-boca

Surto de doença viral provoca interdição de Cmei em Entre Rios do Oeste

Extraoficialmente em torno de 50% das 200 crianças que frequentam o Cmei estão com a doença (Foto: Patrícia Porto)

 

O Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Padre Emílio, no município de Entre Rios do Oeste, será interditado a partir do fim do dia desta sexta-feira (12) para evitar que uma epidemia da doença mão-pé-boca se propague na cidade e atinja ainda mais crianças.

Conforme informações extraoficiais, mais da metade das 200 crianças que frequentam o Cmei foram acometidas pela doença viral e altamente contagiosa que causa feridas e bolhas nas mãos, nos pés e na boca, além da garganta.

A assessora pedagógica da Secretaria de Educação, Rejane Anderle, diz que os casos foram observados na última semana, cujos pais levaram as crianças ao posto de saúde. “Mas por ser viral leva de sete a dez dias para sair do corpo, de modo que os pais traziam os seus filhos ao Cmei porque a febre passava e não causava mais feridas nas mãos, pés, boca e até na garganta. A vinda das crianças mesmo não estando completamente boas fez a doença ‘viralizar’ e passar de uma para outra por ser altamente contagiosa”, expõe.

 

Orientação da Regional de Saúde

Segundo ela, a doença atingiu mais crianças e agora muitas delas estão doentes. “Na quarta-feira (10) a diretora Lygia Maldaner telefonou informando que não tinha mais o que fazer, que estava muito forte. Entrei em contato com o Núcleo Regional de Educação, que, por sua vez, procurou a Regional de Saúde de Toledo, e a orientação dada a nós foi parar com tudo, fechar o Cmei não só por dois, mas de sete a dez dias. Então vamos fechar o Cmei hoje à tardinha para higienizar, esterilizar e dedetizar, ou seja, limpar tudo”, salienta.

 

Repouso

Segundo Rejane, as crianças vão ficar em repouso e se recuperar em suas casas. Ela adianta que o Cmei estará fechado segunda-feira (15) e deve ser reaberto no próximo dia 22. “As crianças vão perder apenas três dias devido à Semana Santa. Ontem (11) à noite nos reunimos com os pais para socializar toda essa questão, procuramos deixar isso bem claro, de forma oficial”, destaca, enaltecendo que o Ministério Público da comarca rondonense e a Vigilância Sanitária estão envolvidos no processo.

“A recomendação é de que nessa sexta só tragam crianças ao Cmei os pais e as mães que não conseguiram se organizar. Hoje à tarde vamos dedetizar tudo e a partir daí não pode entrar mais ninguém no local, só a partir do próximo dia 22. A orientação recebida é interditar o local por uma semana para evitar uma epidemia”, enaltece Rejane.

 

Assessora pedagógica da Secretaria de Educação, Rejane Anderle: “A recomendação é de que nessa sexta só tragam crianças ao Cmei os pais e as mães que não conseguiram se organizar. Hoje à tarde vamos dedetizar tudo e a partir daí não pode entrar mais ninguém no local”

 

 

O QUE É A DOENÇA?

Mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa que tem como sintomas febre alta, aparecimento de manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe e erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

 

SUGESTÕES

– Nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes. Fique atento, portanto;

– Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir; já os alimentos ácidos, muito quentes e condimentados são mais difíceis;

– Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;

– Crianças devem ficar em casa, em repouso, enquanto durar a infecção;

– Lembre sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada.

 

TRATAMENTO

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves.

O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

 

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