Brincando na Praça 2019
Municípios Novidade no time do bilhão

Tradicional ranking das maiores e melhores da revista Exame traz outros nomes do agronegócio oestino

Quando aparece um pontinho no ano anterior no ranking da Exame, é por que a empresa não estava listada. Surgiu um pontinho no 2017 da cascavelense Dip Frangos. Mas no ano de 2018 apareceu muito dinheiro: R$ 678 milhões em vendas (Foto: Divulgação)

A revista Exame circulou na semana passada com o mais completo estudo de desempenho das maiores e melhores empresas do país. Em um recorte para o Paraná, Itaipu lidera o faturamento, com R$ 14,5 bilhões em vendas no ano passado. Bem pertinho está a Coamo, sediada em Campo Mourão, com R$ 14,2 bilhões. Fechando o “top 5” paranaense surgem a Renault, com R$ 13 bilhões, Copel Distribuição, com R$ 10,1 bilhões, e C.Vale, com R$ 8,5 bilhões.

Mas há novidades no time do bilhão, e também naqueles que estão arranhando os sete dígitos. Uma empresa do agronegócio nascida no meio Oeste paranaense, e que transferiu em 2012 sua sede para as margens da rodovia 467, na região Norte de Cascavel, chegou a R$ 1,6 bilhão de faturamento. Trata-se do Moinho Iguaçu, da família Cavalca.

Casa do Eletricista ESCAVAÇÕES

O crescimento vertiginoso de 83% em 2018 posicionou o moinho entre as oito empresas que mais se expandiram no Brasil, e entre as três de melhor desempenho no segmento atacadista. A façanha lhe rendeu um salto de 78 posições no ranking das 500 maiores do país, de 188º em 2017 para 110º ano passado.

Os nomes tradicionais nessas aferições permanecem todos lá: a Lar com seus R$ 6,3 bilhões veio da posição 121 para a 104. A Copacol ganhou nove posições, veio para 202º. Coopavel e Frimesa estão praticamente juntas, embora a cooperativa cascavelense tenha dado um salto da posição 341 para 305. A Frimesa caiu no ranking, possivelmente em razão dos abalos gerados pela greve dos caminhoneiros, evento que por algum motivo lhe trouxe mais impacto.

A Copagril, de Marechal Cândido Rondon, também está melhor posicionada. Com seu R$ 1,6 bilhão, veio de 453 para 441 no ranking. Todas as empresas citadas estão no clube do bilhão, corporações que devem ganhar companhia em breve. A toledana Prati-Donaduzzi, por exemplo, faturou R$ 812 milhões. A Primato venceu a barreira do meio bilhão e a MA Máquinas, da família Giombelli, faturou R$ 632 milhões, sagrando-se a segunda melhor do país no segmento revenda de máquinas agrícolas.

 

AK está de volta?

Quando aparece um pontinho no ano anterior no ranking da Exame, é por que a empresa não estava listada. Surgiu um pontinho no 2017 da cascavelense Dip Frangos. Mas no ano de 2018 apareceu muito dinheiro: R$ 678 milhões em vendas. Tudo é pequeno diante da dívida que – segundo a Justiça – passa do bilhão (número contestado pelo ex-deputado Alfredo Kaefer). Mas a verdade é que a Dip do ex-deputado obteve lucro líquido superior a US$ 400 mil por mês em 2018, segundo a publicação especializada do grupo Abril.

Se confirmadas as previsões de crescimento projetadas por um outro Alfredo, o Lang, presidente da C.Vale, haverá muita procura pelos bichos de penas e bicos do Kaefer. “Será difícil atender toda a demanda”, disse Lang para a revista “Exame”.

 

Outros bilhões

As redes de supermercados não fornecem dados para o ranking Exame. Porém, os números estão disponíveis em publicações do setor. No ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) é possível acessar os cifrões.

 

O grupo cascavelense Super Muffato, por exemplo, permaneceu entre os cinco maiores do Brasil em 2018, repetindo a posição do ano anterior, mas desta vez com quase R$ 7 bilhões de faturamento. Se constasse no ranking da Exame, estaria entre as 100 maiores empresas do Brasil.

 

As redes cascavelenses Beal/Festval e Irani também aparecem em destaque no ranking da Abras. A Cia Beal de Alimentos faturou R$ 893 milhões, é a 45º no setor. E a rede alviverde dos Pegoraro aparece em 114º, com R$ 274 milhões.

 

Mas potência mesmo é o “Véio da Havan”, Luciano Hang. Ele venceu gigantes do setor como Magazine Luiza, Assai, Via Varejo, Americanas, Pernambucanas, Renner e Gazin em três dos cinco itens comparativos: crescimento de vendas, rentabilidade e riqueza criada por empregado. A Havan faturou mais de R$ 5,6 bilhões em 2018.

 

Com Pitoco

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