O Valor Bruto de Produção (VBP) da Unidade Local de Sanidade Agropecuária (USLA) de Marechal Cândido Rondon, que também abrange os municípios de Entre Rios do Oeste, Mercedes, Pato Bragado e Quatro Pontes, alcança a expressiva marca de R$ 1,81 bilhão, diante de R$ 85,34 bilhões do Estado Paraná.
Os números foram apresentados recentemente no encontro do Conselho de Sanidade Agropecuária (CSA) dos cinco municípios. Durante a reunião sediada em Marechal Rondon, importantes assuntos ligados à sanidade da região de abrangência destes municípios foram abordados. Entre os temas discutidos estiveram pautas prioritárias, trazidas pelo vice-presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) e diretor-executivo da Frimesa, Elias Zydek; a discussão da importância das cadeias produtivas agropecuárias da região, abordada pelo supervisor regional da Adapar de Toledo, Antonio Dezaneti; febre aftosa e peste suína clássica, com o fiscal agropecuário da Adapar, Loreno Egídio Taffarel; a conservação de solos na região Oeste do Paraná, com o fiscal agropecuário da Adapar, Anderson Lemiska; e o inquérito anemia infecciosa equina e inquérito brucelose e tuberculose em bovinos, com a médica veterinária Paula Santana.
Entre os representantes de cada município estiveram agentes da Adapar, do Sindicato Rural, da Associação de Suinocultores, da secretaria de Agricultura, Emater e lojas agropecuárias.
DADOS REGIONAIS
Durante a apresentação, o supervisor regional da Adapar de Toledo, Antonio Dezaneti, apresentou números da Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) de Marechal Rondon, que envolve ainda os municípios de Mercedes, Quatro Pontes, Pato Bragado e Entre Rios do Oeste, com base em dados do Departamento de Economia Rural (Deral). “Os números mostram a importância que a agropecuária tem somente nestes cinco municípios e o porquê devemos nos preocupar com a sanidade”, enaltece.
Somente nesta região a população é de 71,9 mil habitantes, sendo que quase 20% mora na área rural (14,7 mil habitantes). A área destes municípios soma 103,9 mil hectares, sendo 78,7 mil ha destinados à área agropecuária, 72,2 mil ha a culturas anuais e 11,9 mil a áreas de pastagens.
Dezaneti expôs ainda a área reservada para cada tipo de cultura.
PROTEÍNA ANIMAL
O profissional também apresentou números correspondentes à produção animal na região de Marechal Rondon. Segundo Dezaneti, na produção de aves nos municípios, 43,8 milhões são de aves para comercialização, 7,5 milhões aves de corte e 68,3 mil aves de postura.
No que tange aos suínos, na região foram 2,6 milhões de suínos comercializados em um ano, sendo que neste número estão contabilizados animais em abate, crechário e UPL. A região tem capacidade de alojamento de 688,4 mil animais. Um dado que chamou a atenção foi a quantidade de esterco produzido por estes suínos. “São 606 mil toneladas de esterco líquido. Isso são quase oito toneladas de esterco por ha/ano”, informou.
Quanto a uma das proteínas que mais tem ganhado destaque na região, o peixe, este também vem crescendo. Os dados apresentados por Dezaneti mostram que na USLA de Marechal houve em 2017 a produção de 13,3 milhões de alevinos. Além disso, ainda foram produzidos 5,9 milhões de quilos de tilápia durante o ano e seis milhões de quilos de pescados em geral. “Neste último, a tilápia também está inclusa. Então podemos ver que outras espécies, como a carpa, por exemplo, representa um número pequeno na região”, menciona.
Já em relação à bovinocultura, o profissional mostrou dados tanto de corte quanto de leite. Na região há uma estimativa de 85,2 mil cabeças de gado de corte, sendo que destas 28,2 mil foram comercializadas em um ano. Em relação ao leite, foram produzidos 162,3 mil litros em um ano.
O Valor Bruto da Produção Agropecuária da região também mostra números interessantes, de acordo com Dezaneti.
O Presente

Encontro reuniu 25 pessoas que atuam no setor nos cinco municípios da microrregião (Foto: Francine Trento/OP Rural)