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UEL não tem verba de custeio para início do ano letivo, confirma reitora

O corte de recursos repassados pelo governo a Universidade Estadual de Londrina (UEL) pode chegar até R$ 34 milhões, o que provoca uma série de dificuldades no pagamento das atividades acadêmicas e na manutenção do campus.

Em entrevista à rádio Paiquerê AM, a reitora da UEL, Berenice Jordão, lembrou que R$ 6 milhões referente a verba de custeio do ano passado não foram repassados. A previsão para 2015 era de aproximadamente R$ 29 milhões, mas a Secretaria de Fazenda comunicou o corte da verba de custeio nas universidades estaduais devido a crise financeira enfrentada pelo governo.

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“É uma situação inédita. Nunca enfrentamos esse problema. Portanto, diante da nova situação é difícil ter uma resposta pronta. Esperamos (reitores) ser recebidos pelo governador no início da próxima semana”, comentou.

De acordo com ela, um levantamento está sendo realizado nesta semana para verificar os recursos que a universidade ainda possui para o custeio e manutenção. “Uma série de situações já foram previstas antes do final do ano e por isso foi possível fazer o planejamento. Mas, não é suficiente para início e continuidade até o final do ano”, informou.

Berenice ainda afirmou que a greve no início do ano letivo “ameniza” a situação, no entanto, medidas terão que ser tomadas para garantir a rotina acadêmica da universidade com o começo das aulas. “Isso já foge da situação de greve. Como estamos com os segmentos em greve, as aulas não serão iniciadas, a situação se ameniza neste momento”, avaliou.

 

 

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