| Mariucha Machado |
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| Agentes realizam busca na casa de contraventor em São Conrado |
18 pessoas foram presas até as 10h30 desta quarta-feira (21) em uma operação que visa cumprir 26 mandados de prisão preventiva contra pessoas envolvidas em um esquema de exploração de máquinas caça-níqueis, entre elas, policiais militares.
A operação Perigo Selvagem, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e Polícia Militar, cinco PMs, quatro ex-policiais militares, um agente penitenciário, além de outras oito pessoas. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério Público.
As denúncias são relacionadas a crimes de formação de quadrilha armada e corrupção ativa e passiva. A operação conta também com 76 mandados de busca e apreensão. Os acusados atuavam em Bangu, Realengo e Campo Grande, além de outros bairros da Zona Oeste do Rio e Marechal Hermes, no Subúrbio.
De acordo com o promotor Décio Alonso, um tenente-coronel e capitão da PM davam proteção à quadrilha de contraventores do jogo do bicho. Eles já foram denunciados tanto na Vara Criminal de Bangu quanto na Auditoria da Justiça Militar Estadual, afirmou o promotor. A quadrilha utilizava as instalações da empresa Ivegê, em Bangu, de propriedade do contraventor Fernando Iggnácio, como quartel-general da quadrilha.
Todos são acusados de fazer parte do esquema de segurança de Fernando Iggnácio. A casa do contraventor, em São Conrado, Zona Sul da cidade, estava cercada por policiais por volta das 7h50. A operação conta com cerca de 400 homens do MP e da Polícia Militar, com o apoio de cerca de cem viaturas e dois helicópteros.
