A Polícia Civil prendeu, na noite desta quarta-feira (27), um homem suspeito de matar uma menina de seis anos. O caso aconteceu em Umuarama, no noroeste do Paraná. Após a prisão dele, moradores tentaram invadir a delegacia da cidade.
Até a manhã de quarta-feira, acreditava-se que a menina Tabata Fabiana Crespilho da Rosa tinha desaparecido. No entanto, segundo o delegado Fernando Martins, após a confissão, o corpo da criança foi localizado.
Entretanto, os boatos, antes mesmo do interrogatório de Silva, moveram uma multidão para a frente da delegacia. Centenas gritavam em frente ao prédio, ameaçando o linchamento do suspeito, e alguns começaram a destruir tudo o que era possível: segundo a Polícia Civil, toda a fachada e toda a lateral do prédio foram depredadas. Quebraram todo o vidro da frente da delegacia, o painel com identificação do prédio e ainda atearam fogo em cinco viaturas novas descaracterizadas. Outros veículos, inclusive da imprensa e de familiares de Tabata também foram incendiados.
Policiais civis e outras pessoas que estavam dentro da delegacia ficaram feridos, principalmente por causa das pedradas disparadas pela população. Assim que começou a aglomeração em frente à delegacia, Silva foi transferido para outro local, que é mantido em sigilo por segurança.
A polícia acredita que a informação da prisão deva ter vazado e, ao se espalhar nas redes sociais, foi distorcida e provocou toda a confusão.
Os presos que estão na carceragem da delegacia também aproveitaram a confusão para uma tentativa de fuga. A Polícia Civil afirma que toda a parte de dentro da carceragem foi depredada e os presos invadiram o Instituto de Criminalística, que fica ao lado. Policiais civis e militares estão negociando para tentar colocá-los de volta nas celas.
O caso
Tabata estava desaparecida desde a tarde de terça-feira (26), quando foi deixada pelo irmão nas proximidades da escola municipal Rui Barbosa, onde ela estudava, em Umuarama. O sumiço só foi percebido quando foram buscar ela na saída do colégio e foram informados de que ela não estava lá.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Polícia Civil mostraram que ela nem chegou a entrar na instituição. Um VW Gol branco de modelo antigo parou onde ela estava e ela entrou no carro. As imagens levaram a polícia até Eduardo Leonildo da Silva, que tem um carro idêntico. O homem já cumpria pena em regime semiaberto pelo homicídio e ocultação de cadáver de uma adolescente de 15 anos em Chopinzinho (a 382 quilômetros de Umuarama), em 2010. Segundo os noticiários locais, ele se relacionava com a adolescente.