
Na madrugada desta quarta-feira (23), agentes penitenciários frustraram novamente uma tentativa de fuga da Cadeia Pública de Marechal Cândido Rondon.
Os agentes penitenciários perceberam uma movimentação estranha e barulhos dentro da carceragem e, ao verificarem, constataram que os detentos estavam abrindo mais um buraco na parede da ala ‘Casão’. Os presos já haviam retirado uma das chapas de ferro e estavam quebrando o restante do concreto. Para abrir o buraco, os detentos utilizaram um pedaço de ferro retirado de uma das vigas no interior da cadeia.
Após confirmado a tentativa de fuga, Policiais Militares do BPFron foram acionados para auxiliar na transferência dos presos pra o ‘gaiolão’. Um pente-fino está sendo realizado neste momento no interior da cadeia. Durante a revista, os agentes penitenciários encontraram pedaços de ferros escondidos na parede da ala ‘Casão’, que estão sendo usados pelos presos em suas tentativas de fuga.
O local utilizado para a tentativa de fuga foi o mesmo no qual, no dia 31 de outubro, 39 presos conseguiram liberdade, após abrirem um buraco na parede e terem acesso ao pátio da empresa ao lado da cadeia.
Segunda tentativa
Essa foi a segunda tentativa frustrada por agentes penitenciários em menos de um mês. No dia 12 de novembro os agentes também perceberam que havia uma movimentação estranha no interior da carceragem e flagraram os detentos em tentativa de fuga.
Conforme o agente penitenciário responsável pela carceragem, Valdemir Rosa dos Santos, enquanto estavam sendo transferidos para o ‘gaiolão’, os presos afirmaram que iriam tentar fugir todas as semanas.
Como forma de punição, os detentos não podem mais receber alimentos vindos dos familiares e as visitas também foram proibidas por tempo indeterminado.
Superlotação
Caso tivessem conseguido obter êxito na fuga, 72 presos da ala ‘Casão’, mais 9 mulheres da ala feminina estariam em liberdade neste momento. A ala que comporta estes 72 detentos possui capacidade somente para 18.
Atualmente, a cadeia conta com um número total de 98 presos, e o problema da superlotação preocupa a população rondonense.









