Com o objetivo de evitar a entrada de produtos contrabandeados no país, nos primeiros sete meses deste ano as Delegacias da Receita Federal em Cascavel e Foz do Iguaçu apreenderam R$ 209 milhões em diferentes tipos de mercadorias, incluindo veículos. Esse montante é R$ 9 milhões maior que o apreendido em igual período do ano passado.
Segundo a Receita, aumentaram consideravelmente as apreensões de cigarros oriundos do Paraguai. Esse produto responde por 16% do total de apreensões feitas em 2013, contra 13% do ano anterior. O valor representado pelos cigarros saltou de R$ 27 milhões para R$ 34,1 milhões entre um ano e outro, com incremento de R$ 7,1 milhões, ou 26%.
A Delegacia da Receita Federal de Cascavel apresentou alta no volume de apreensões. O montante saltou de R$ 34,1 milhões em 2012 para R$ 59,7 milhões em 2013. Em outras palavras, a Delegacia apreendeu neste ano 75% mais contrabando que no ano passado. Já a Delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu apresenta um resultado inverso, com a apreensão de R$ 149,3 milhões de janeiro a julho deste ano, contra R$ 166,2 milhões de igual período do ano passado. A redução foi de 10%.
A meta da Receita Federal de Foz do Iguaçu é fazer com que o volume de mercadorias contrabandeadas reduza. O que a Receita tem feito para alcançar essa meta é realizar diversas operações para inibir essa prática, explica Ivair Luis Hoffmann. Segundo ele, as operações da Receita têm forte impacto no bolso dos contrabandistas.
Muitos acabam desistindo dessa atividade ilegal por conta das operações, afirma. Para Hoffmann, no entanto, esse não é o único motivo da redução no volume apreendido pela Delegacia de Foz. O valor elevado do dólar também afeta os contrabandistas, pois torna a atividade menos atrativa já que as mercadorias ficam mais caras.