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| Habilitação dos policiais aconteceu no estande de tiro do Exército, em Guaíra |
Os 35 fuzis que acabam de chegar para o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) de Marechal Cândido Rondon foram testados por 60 policiais que vão utilizar as armas. A ação aconteceu na terça-feira (02) e ontem (03), no estande de tiro do Exército, em Guaíra.
A atividade faz parte do treinamento ministrado pelo capitão Anderson Puglia, do Centro de Material Bélico da PM, que veio de Curitiba para habilitar a força policial rondonense a usar esse tipo de armamento, de alto poder de letalidade. A ideia é garantir que o BPFron tenha armas equivalentes às usadas por quadrilhas na região de fronteira.
Esse armamento não é para todos. Cada um desses homens foi selecionado e deve atingir um índice para ser habilitado a usar a carabina 556. Os resultados foram excelentes com o pessoal de Marechal Rondon, frisa o capitão Anderson.
Ele explica que a arma pode matar uma pessoa a mais de 800 metros de distância. Entretanto, o treinamento é para distâncias menores, haja vista que para esse alcance são necessários outros equipamentos, como a luneta. O policial está sendo treinado para dar um tiro preciso, sem margem de erro, garante.
A habilitação segue hoje (04) com o treinamento para os oficiais. Quem comemora a chegada das armas é o major Erich Osternack, do BPFron. As quadrilhas têm esse tipo de armamento e a polícia também tem que ter. Estamos preparados para enfrentar qualquer tipo de situação.
A carabina 5.56 milímetros, também conhecida como fuzil, foi comprada pelo governo brasileiro para os batalhões de fronteira. Ela tem o mesmo calibre que as armas utilizadas pelo Exército norte-americano na guerra no Afeganistão. A munição utilizada nas ruas será expansiva. Para não ter danos a outras pessoas, ela se expande ao entrar em contato com corpos líquidos. Ao atingir o alvo, ela não o atravessa, mas sim expande dentro do corpo.
(Leia a matéria completa na edição impressa de hoje do Jornal O Presente)
