
A Polícia Federal confirmou no fim da tarde de quarta-feira (26) a prisão do 15º suspeito de participar do mega-assalto realizado em uma empresa de transporte de valores no Paraguai. Segundo a PF, o suspeito foi detido em Itaipulândia, no oeste do Paraná. Não há detalhes sobre como ele foi encontrado.
As autoridades brasileiras acreditam que pelo menos 50 pessoas participaram do crime. Há suspeita de que todos os criminosos sejam brasileiros.
O assalto aconteceu na sede da transportadora de valores Prosegur, cuja sede fica a apenas 4 quilômetros da fronteira com o Brasil. Estima-se que o grupo tenha conseguido levar mais de R$ 120 milhões, em notas de real, dólar e guarani.
Desse total, a polícia conseguiu recuperar, até o último balanço, cerca de R$ 4,5 milhões, além de armas, embarcações e explosivos. Além dos 15 presos, há a confirmação de que outros três suspeitos morreram em confrontos com a polícia.
Veja a lista completa de itens apreendidos até o momento:
- 14 presos
- 3 mortos
- 7 fuzis
- 1 pistola
- 2 coletes balísticos
- R$ 219.450,00
- G$ 733.640.000,00
- US$ 1.275.030,00
- 2 embarcações
- 7 quilos de explosivos
Líder
Autoridades do estado de São Paulo informaram que o crime foi planejado por Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue. Ele está foragido desde o início de 2016 depois de receber liberdade provisória em um dos processos a que responde na Justiça. Depois disso ele foi novamente condenado. Segundo a polícia, Gegê fugiu para o Paraguai para reunir a quadrilha e comandar a ação.
Organização criminosa
O ministro do Interior do Paraguai, Lorenzo Lezcano, acredita que as primeiras evidências e a metodologia do mega-assalto à empresa Prosegur, em Ciudad del Este, podem ser atribuídas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A declaração foi dada ao jornal ABC Color, na segunda.
Tudo aponta que são integrantes do PCC”, disse ele em entrevista. De acordo com o veículo, é a primeira autoridade que atribui o feito à facção criminosa do Brasil.
Lezcano assegurou também que os brasileiros tiveram apoio dos paraguaios, com um arsenal que superou a capacidade de resposta da Polícia Nacional. Ele ainda afirmou ao jornal que é a primeira vez que ocorre uma situação do tipo na região e citou pelo menos dois casos parecidos no Brasil em que a polícia também foi encurralada.