A Polícia Civil de Toledo prendeu três acusados de latrocínio (roubo seguido de morte) contra o proprietário de uma transportadora, Edmir Tadeu Tamparowsky, de 51 anos, assassinado com dois tiros nas costas no dia 21 de julho. O corpo foi encontrado em um local próximo à Pedreira Municipal de Toledo, na saída de Toledo para o município de Ouro Verde do Oeste.
Após o crime, o carro da vítima, um C-4 Pallas, preto, placas AQQ-2810, de Toledo, foi levado para o Paraguai, onde foi vendido por R$ 7 mil. Os documentos da vítima também foram levados. Em entrevista coletiva na tarde de ontem (06), o delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, Donizete Botelho, apresentou os elementos presos e envolvidos no crime. Todos são moradores de Toledo.
Os acusados são Wellington Oliveira da Cruz, de 19 anos (Neguinho), que mora em uma propriedade rural às margens da rodovia PR-317, que liga Toledo a Ouro Verde do Oeste, no quilômetro 04, próximo ao local do crime. Wellington assumiu aos policiais ter sido o autor dos disparos. Foram presos ainda Paulo José Prada (Paulinho), de 20 anos, morador da Vila Industrial, e Luan Lucas de Souza, de 21 anos, residente no Jardim Pancera.
O quarto elemento envolvido no crime e que estava no carro do empresário é Maicon dos Santos Ferreira (Nenê), residente na Vila Pioneiro, mas que, segundo o que foi apurado pela polícia, desde o dia do crime está foragido no Paraguai.
As investigações são robustas e as provas são inequívocas. Não temos dúvidas do envolvimento de cada um deles no crime bárbaro e hediondo. Eles mataram para roubar o carro, que foi vendido no Paraguai por cerca de R$ 7 mil. Estamos mantendo contato com a polícia paraguaia para que nos auxilie na captura do foragido. Toledo não é palco para bandido vir se apresentar. Mais uma quadrilha foi desbaratada, frisou o delegado.
Ainda segundo Botelho, todos tinham antecedentes criminais por furto, tráfico e homicídio. Eles já haviam praticado outro roubo de veículo para ser vendido no Paraguai. Eles roubaram uma caminhonete Hilux e venderam por R$ 12 mil, conta.
O delegado explica que um quinto elemento teria participação posterior ao crime. Michel Gonorato, 20 anos, teria escondido a arma. No dia do assassinato, ele estava preso, mas depois teve participação na ocultação da arma utilizada no assassinato, pontuou Botelho.
De acordo com o que foi apurado pelos policiais do Setor de Homicídios, a vítima teria ido até a casa de sua filha, onde deixou pão para ela e em seguida saiu dizendo que iria resolver alguns negócios em seu escritório, no centro de Toledo, onde de fato foi abordado pelos criminosos.
No depoimento, Wellington Oliveira da Cruz, autor confesso dos disparos, informou que os envolvidos estavam circulando pela cidade em um Astra quando eles viram o empresário com seu carro estacionado e distraído com o celular. Foi neste momento que, segundo Wellington, eles tiveram a ideia de abordar o empresário e roubar o seu carro.