A delegada Gisele Durigan, responsável pela investigação do crime que resultou na morte do superintendente da Delegacia de Campo, Largo Marcos Gogola, disse que os pais do preso ao qual ele fazia escolta, podem ter participado do crime. “São informações preliminares ainda, mas existe o indício de que o pai ou um elemento distinto dos familiares também. O pai já tem passagens pela polícia e já era envolvido com o mundo do crime. Então, talvez isso possa ter facilitado”, afirma.
O crime ocorreu ontem (05) em Campo Largo, em um consultório odontológico. Gogola foi morto com um tiro na nuca enquanto aguardava o atendimento do preso que ele escoltava. Um agente carcerário também ajudava na escolta e foi baleado, ficando gravemente ferido. Segundo a polícia, um carro escuro chegou ao local e três homens entraram na clínica para resgatar o detento, de 22 anos.
Logo após os disparos, o grupo fugiu com o preso. Quatro pessoas foram presas em uma operação policial, entre elas o pai e a mãe do detento. Outro homem, também suspeito de participação no crime, segue foragido. O último preso capturado foi baleado durante uma troca de tiros e está internado em um hospital. O crime causou revolta entre policiais, que decidiram fazer uma paralisação em todo o estado nesta sexta-feira (06).