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Policial

Delegado confirma desvio de dinheiro em igreja

calendar_month 20 de março de 2015
2 min de leitura

A movimentação foi intensa na manhã de hoje (20) no 2º Distrito Policial de Cascavel, mais precisamente no Setor de Estelionatos, onde ocorreram depoimentos relacionados ao caso de desvio de dinheiro da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Bairro Neva, em Cascavel.

De acordo com a polícia, há comprovação de que realmente foi desviado dinheiro da igreja.

Um homem, frequentador da paróquia, foi um dos que prestou depoimento para a polícia. O fiel fez uma doação para a Igreja em 2013 de R$ 2 mil e também pagou o dizimo no valor de R$ 90. Os valores foram repassados em um único cheque, que, segundo foi apurado, não chegou a uma conta vinculada a instituição religiosa.

Conforme extrato bancário da vítima, o valor foi depositado na conta de Edson Luiz Schowartz, que é marido de Otília Craco, secretária da paróquia por mais de 20 anos.

O fiel disse que recentemente ao saber do possível desvio de dinheiro deixou de frequentar a igreja. Ele contou que fez a doação para ajudar na construção de uma paróquia nova e que hoje o valor faz falta. O homem não quis dar entrevista.

Após o depoimento da vítima foram ouvidos pelo Setor de Estelionato a secretária da Igreja, Otília e também o marido dela. O casal não quis dar entrevista. O homem garantiu que a esposa é inocente e que tudo será esclarecido.

A secretária teria dito que o padre Alfeu Theodoro alegava não ter conta bancária e pedia para que ela fizesse o depósito das doações, sacasse e depois repassasse para ele. A mulher nunca teria desconfiado do golpe.

O marido Edson disse que a família tem sofrido devido a exposição, mas que logo tudo será esclarecido e eles darão entrevista.

O delegado Ademair Braga Júnior falou que diante do deposito do cheque de um fiel em conta que não é da igreja, há materialidade sobre o desvio de dinheiro.

Conforme o delegado foram levantados nomes de dizimistas e feito uma varredura para conseguir saber se as doações dessas pessoas foram para a igreja ou desviada.

O padre Alfeu Theodoro segue sendo suspeito de ser o mentor dos desvios que passariam os R$ 850 mil e estariam ocorrendo desde 2011.

 
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