Aconteceu na manhã desta sexta-feira (10), na sede da 47ª Delegacia de Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon, uma coletiva de imprensa sobre a finalização do inquérito do caso Edna Storari.
Segundo o delegado Rodrigo Baptista dos Santos, foram “mais de 20 pessoas ouvidas, diversos relatórios, perícias em telefones, perícias com luminol na residência da vítima”.
O relatório final do caso deve ser entregue ainda hoje ao Judiciário rondonense com o indiciamento das pessoas apontadas pela Polícia Civil por envolvimento com o crime, seja no feminicídio seja na ocultação do cadáver e provas.
Materiais das investigações
Em um áudio recuperado pela Polícia Civil, enviado por Edna no dia 19 de setembro, um dia antes do “desaparecimento”, ela diz: “Eu sei que vou enfrentar uma barra neste ano, porque ele é vingativo, muito vingativo. Tirei a conclusão por outras vezes que a gente discutiu e outras coisas que ele fez também para se vingar de mim. Ele vai fazer um inferno na minha vida. To orando para que isso não aconteça, mas o comportamento dele já me diz. Eu já falei não e ele ta achando que vai ser como foi das outras vezes, que eu vou perdoar como perdoei das outras vezes. Por isso ele ta bonzinho, só que agora é não, agora eu não quero mais”.
Confira, abaixo, materiais das investigações realizadas pela Polícia Civil.
ÁUDIO:
VÍDEOS:
Entenda o caso
A empresária rondonense Edna Storari, de 56 anos, foi dada como desaparecida no dia 27 de setembro por uma das filhas. A mulher morava em Marechal Rondon há oito anos e suas duas filhas residem em Tapejara e Pérola do Oeste, no Paraná.
Tão logo o caso chegou à Polícia Civil, a situação foi tratada como desaparecimento. Contudo, com o andamento das investigações, passou a ser tratada como um caso de feminicídio. Segundo o delegado, há “elementos suficientes que, infelizmente, apontam para a morte da Edna, tendo como principal suspeito de ser o autor do crime o seu companheiro”, declarou, ao O Presente, em matéria recente.
O companheiro da empresária rondonense está preso preventivamente desde 07 de outubro, assim como o filho dele, a filha dele e seu genro, que foram detidos no dia 02 de dezembro. Edna e o homem não tiveram filhos juntos. A princípio, o companheiro é investigado pelo crime de feminicídio e os filhos e genro por ocultação de provas e fraude processual.
Os filhos e o genro teriam negado a participação no crime durante o interrogatório, assim como o principal suspeito tem feito desde sua prisão.
Segundo o delegado, o crime foi premeditado e as provas colhidas ao longo do inquérito direcionam para um caso bárbaro motivado possivelmente pelo fim do relacionamento e a divisão dos bens. “A nossa investigação desmentiu ponto a ponto os álibis apresentados pelo acusado”, declara.
O Presente