O Presente
Policial

Em quatro dias, cadeia registra duas tentativas de fuga

calendar_month 1 de outubro de 2013
2 min de leitura

Agentes penitenciários da Delegacia da Polícia Civil de Cianorte impediram uma fuga de presos nesta segunda-feira (30). Na sexta-feira (27), um túnel de quatro metros foi encontrado embaixo de uma das celas. O minipresídio de Cianorte foi projetado para receber 44 presos, mas atualmente está com 137.

Segundo a Polícia Civil, a galeria onde o buraco foi encontrado estava interditada desde sexta-feira para a reforma do chão e os presos estavam distribuidos em outras celas. Porém, mesmo com o bloqueio, os detentos serraram uma das grades que separavam os dois ambientes e conseguiram ter acesso ao túnel que estava aberto. A movimentação e o barulho chamaram a atenção dos agentes, e a ação foi interrompida com a chegada da Polícia Militar.

Devido à frequência de registros de tentativas de fugas, a promotora de justiça Elaine Lopo pediu a interdição da cadeia no dia 24 de setembro, mas, o pedido foi negado porque o juiz responsável pelo caso entendeu que a responsabilidade pela manutenção da estrutura é do Governo do Estado. “Embaixo do prédio há muitos buracos e o Estado, ao invés de acabar definitivamente com o problema, só está consertando pontos específicos e não se preocupa com o todo”, defende a promotora.

De acordo com o sub-chefe da carceragem Rovani Dutra, as tentativas de fuga têm se intensificado e, segundo Dutra, a superlotação e a estrutura deteriorada facilitam esse tipo de ação. “Precisamos de uma reforma com urgência, porque está cada dia mais difícil controlar os detentos e evitar fugas”, alega. “Há mais de um mês que nenhuma transferência é aprovada, e isso está aumentando ainda mais o problema”, argumenta.

A Secretaria de Justiça informou que não há nenhuma transferência de presos de Cianorte prevista para as próximas semanas, porque atualmente não há vagas em nenhuma penitenciária do estado.

Quanto à reforma do prédio, a Polícia Civil, responsável pela manutenção do edíficio, afirmou que o problema não é a estrutura física, mas sim a quantidade de presos e o tempo que eles permanecem no local.  Por isso, de acordo com o órgão, não há previsão de reforma na carceragem.

 
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