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Exército Brasileiro emite nota sobre incidente com índios em Guaíra

calendar_month 24 de novembro de 2016
2 min de leitura

No final da tarde de terça-feira (22), Militares do Exército, um funcionário da Embraer/Savis e Policiais Militares, foram feitos reféns em uma aldeia localizada na Vila Eletrosul, em Guaíra.

Devido ao incidente, o Ministério da Defesa Exército Brasileiro 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, se pronunciou sobre o fato.

Confira na íntegra:

Atendendo à sua solicitação formulada por meio de contato telefônico e mensagem via rede social WhatsApp, de 23 novembro de 2016, sobre incidente envolvendo militares do Exército Brasileiro na cidade de Guaíra, Estado do Paraná, o Comando da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada esclarece o seguinte:

1. Em 22 NOV 16, por volta das 17:00h, 6 (seis) militares, do 17° Regimento de Cavalaria Mecanizado, sediado na cidade de Amambai, Estado do Mato Grosso do Sul, em duas viaturas, realizavam o apoio técnico a 1(um) funcionário da empresa civil Embraer/Savis, na realização de testes do radar do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), na vila Eletrosul no município de Guaíra.

2. Cerca de 25 (vinte e cinco) indígenas da aldeia TEKOHA JEVY, em atitude hostil, cercaram os referidos militares e o civil, a fim de questionar atos desencadeados pelos Órgãos de Segurança Pública do estado do Paraná (apreensão de motocicletas, conduzidas por supostos índios, com a documentação alterada), por ocasião da Operação Fronteira Sul.

3. O grupo de indígenas, apresentando comportamento nitidamente belicoso, instou os militares a se deslocarem para a aldeia TEKOHA JEVY com a finalidade de esclarecerem o fato junto ao cacique da aldeia. No intuito de evitar um confronto com efeitos colaterais, inclusive com a possibilidade de perdas de vidas, e esclarecer a situação, os militares e o civil dirigiram-se para a aldeia.

4. Chegando à aldeia, os militares tiveram sua liberdade de ir e vir cerceada e somente foram liberados após negociações que envolveram os órgãos de segurança pública presentes no local.

5. Cabe ressaltar que o Exército Brasileiro determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar para apurar, em tese, o crime de Sequestro ou cárcere privado, previsto no artigo 225 do Código Penal Militar.

6. Maiores esclarecimentos serão disponibilizados após a conclusão do citado Inquérito Policial Militar.

Atenciosamente,

COMANDO DA 15ª BRIGADA DE INFANTARIA MECANIZADA
EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE MÃO AMIGA

 
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