A família da adolescente Yasmin Eckhardt da Silva, de 14 anos, assassinada em Foz do Iguaçu, se manifestou publicamente após a prisão do suspeito do crime. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a tia da menina, Zani Rotela, fez um desabafo emocionado e pediu justiça pela sobrinha.
Segundo ela, Yasmin era uma adolescente tranquila, sem qualquer envolvimento com drogas, prostituição ou atividades criminosas. A familiar também contestou a versão apresentada pelo suspeito à Polícia Civil, de que teria agido por desconfiar que a vítima estaria preparando uma emboscada contra ele.

“Ela tinha apenas 14 anos, ia fazer 15 anos mês que vem. Era considerada uma criança pela família. Brincava como criança, era uma menina boa, tranquila. Ela não tinha envolvimento com droga, não era garota de programa e não tinha envolvimento com crime”, afirmou.
De acordo com Zani, o homem preso pelo crime era amigo da adolescente e frequentava a casa da família. “Ele era um amigo dela. Ela considerava ele como um amigo. Ele frequentava a casa da mãe dela, eles eram amigos, ela tinha confiança nele. Essa história de que a Yasmin estava formando uma casinha para ele é mentira”, disse.
Segundo a tia, na noite do crime o suspeito entrou em contato com a adolescente pedindo ajuda para recuperar uma motocicleta que supostamente teria ficado em uma área de mata após apresentar problemas mecânicos.
“Ele usou da amizade para fazer o que ele sempre quis e que não teria consentimento da parte da Yasmin. Foi a confiança dela que ele utilizou. Por isso ela saiu de casa para ajudá-lo. A gente achou estranho aquele horário, mas ela sabia que iria ajudar e voltaria logo para casa. Só que ela não voltou”, relatou.
Durante o desabafo, a tia criticou o hábito de responsabilizar vítimas de violência e cobrou uma mudança na forma como a sociedade encara crimes contra mulheres e meninas.
“Sempre perguntam o que ela estava fazendo, se era usuária de drogas, se era prostituta, por que estava na rua naquele horário. A gente precisa parar de fazer esse tipo de pergunta e começar a perguntar por que homens se sentem à vontade para fazer isso com corpos de mulheres todos os dias”, declarou.
Abalada, Zani descreveu o sofrimento vivido pela família desde a morte da adolescente. “É uma mãe que chora, irmãos em choque, primos revoltados, que também são crianças. A gente pede para a população de Foz do Iguaçu se unir conosco e buscar justiça pela Yasmin”, concluiu.
O principal suspeito foi preso. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.
Confira:
Com Catve
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