
Um ano após o assassinato do casal Telmar Arenhart, de 60 anos, e Lairi Arenhart, de 50 anos, proprietários do Restaurante Francieli Lanches, em Nova Santa Rosa, a família pede por justiça.
O crime aconteceu na noite do dia 10 de novembro de 2015. O casal estava na cozinha do restaurante, adiantando os afazeres do dia seguinte, quando foram surpreendidos pelos bandidos. As vítimas acabaram sendo degoladas e morreram no local. Em seguida, os marginais se apossaram de uma caminhonete GM/S-10 e fugiram. A brutalidade da ação causou grande comoção e chocou a população nova-santa-rosense.
Na época dos fatos, o então delegado de Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon, Pedro Lucena, esclareceu a ação dos bandidos. Segundo ele, os elementos entraram no estabelecimento para roubar a caminhonete, mas a mulher reconheceu um dos bandidos, conhecido como Índio. Conforme o delegado, houve entrevero e ele covardemente junto com os outros matou a mulher e na sequência matou o homem. O bandido comprava marmita e, conforme informações, até tinha fiado. A princípio, o planejado pelos bandidos seria um sequestro relâmpago, sendo que outro indivíduo cuidaria do cárcere das vítimas, porém, como houve o crime de latrocínio, eles abandonaram o veículo.
Sete pessoas são suspeitas de estarem envolvidas no assassinato, sendo eles Andrei José Vicente, de Nova Santa Rosa; Carlos Chaves da Silva, de Toledo; Leonardo Gabriel dos Santos, de Cambé; um menor de idade, de 16 anos, morador de Cambé, Fábio Gonçalves da Silva, de Cambé, peça-chave na elucidação do caso; e os nova-santa-rosenses Eduardo Carros Batista (Dudu), e Cleberton Pereira de Freitas, vulgo Índio, responsável pelo duplo latrocínio.
Revolta
Para Francieli Arenhart, filha única do casal, o sentimento compartilhado por ela e sua família é de revolta. Após o crime, ninguém nunca entrou em contato para informar se mais suspeitos haviam sido presos ou sobre como estava o andamento das investigações, declara.
O sentimento de angústia de Francieli e sua família aumentou no momento em que souberam da fuga dos presos da cadeia pública de Marechal Cândido Rondon, visto que dos 39 fugitivos, dois deles eram suspeitos de participação no crime de latrocínio que vitimou seus pais, sendo eles Eduardo Carros Batista, que se entregou espontaneamente a polícia alguns dias após a fuga, e Fábio Gonçalves da Silva, que continua foragido. Desde o início das investigações, a polícia foi rápida em identificar os suspeitos de cometer o crime, e sabemos que uma questão como essa não depende apenas do setor policial, mas também do sistema penitenciário que não oferece segurança diante do quadro de superlotação, destaca.
Exatamente hoje completa um ano da morte dos meus pais, e a única coisa que queremos é justiça e que os acusados sejam presos e julgados. Desta forma, nossa família poderá ter alguma resposta, comenta Francieli.
Nossa equipe de reportagem tentou contato com o atual delegado de Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon, porém o mesmo não foi localizado para entrevistas.