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| Delegado Pedro Lucena: A ampla maioria dos suspeitos de furtos é formada por adolescentes e jovens viciados no crack |
O número de furtos na região é um grave problema que vem sendo enfrentado severamente pelas forças de segurança pública. Uma das estratégias para reduzir os alarmantes números vem sendo amplamente trabalhada pela Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon: prender pequenos traficantes. Somente na quarta-feira (18), duas prisões foram registradas pela Polícia Militar no município.
De acordo com lideranças do setor, a ampla maioria dos pequenos furtos está diretamente ligada ao consumo de drogas. Quem conta mais detalhes dessa ligação intrínseca é o delegado Pedro Lucena, que vem coordenando ações seguidas de combate ao tráfico de drogas no município para refletir numa redução de furtos. Esses pequenos furtos são cometidos, quase como regra, por menores de idade e jovens viciados em drogas, principalmente viciados em crack. Por isso, nosso trabalho está voltado para a prisão dos traficantes, explica Lucena.
Estamos com quase 150 presos na cadeia de Marechal Cândido Rondon. A maioria dos que estão aqui (na carceragem) é gente acusada de tráfico. São aqueles traficantes que trocam os bens furtados por drogas, destaca o delegado. Temos investigado e feito várias prisões desses pequenos traficantes, pontua.
Bicicletas, eletrônicos, ferramentas, roupas, além de dinheiro, são os objetos mais frequentes levados por marginais, mas nada é discriminado. Comida, bebida, doces e até roupas íntimas são constantemente levados pelos marginais. Os furtos acontecem na maioria das vezes nos períodos da manhã e da tarde. Os ladrões entram nas residências no momento em que as pessoas estão fora, geralmente trabalhando.
Eles levam o que encontram pela frente. Depois vão até a boca de fumo e trocam por crack, revela o delegado, que tem ampla experiência na região Oeste e entende que a intensificação das prisões de traficantes pode, por consequência, reduzir o número de furtos registrados. É um tipo de crime que é muito incômodo para a população. Não chega a trazer altos riscos, mas causa prejuízos e transtornos, entende Lucena.
Com certeza a prisão dos receptadores diminui a incidência desse crime, explica o comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar em Marechal Rondon, capitão Valmir de Souza. Em vez de estar trabalhando, criando uma família, esses rapazes estão aqui, na cadeia, por conta do tráfico, lamenta o delegado Lucena, que sabe que mais traficantes ainda virão.
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