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Policial

Grupo é detido suspeito de aplicar golpe em estudantes de Foz do Iguaçu

calendar_month 15 de abril de 2017
2 min de leitura

 

Reprodução/RPC TV

 

Seis pessoas foram detidas, neste sábado (15), em Foz do Iguaçu, suspeitas de aplicar um golpe em estudantes da rede pública. O grupo convencia os jovens a fazer uma prova gratuita para ingressar no Exército, Marinha ou Força Aérea. Depois, caso o jovem fosse aprovado, deveria pagar R$ 100.

A Polícia Civil deve se manifestar sobre o caso ainda neste sábado. Procurado, o Exército afirmou que não faz nenhum tipo de terceirização para realização de provas e exames prévios. O ingresso nas Forças Armadas é feito via concurso.

A oferta era feita dentro das escolas e, para chamar a atenção dos estudantes, os suspeitos citavam supostos benefícios como assistência médica, assistência odontológica, moradia, alimentação e transporte gratuitos.

Foi um baque porque pagamos tudo e depois para saber que era enganação, que eles mentiram para nós. Várias pessoas foram lá e foram enganadas. Tem gente que pagou e já foi embora. A Justiça tem que ser feita , disse uma das vítimas.

A mãe de duas vítimas contou que os filhos ficaram chateados ao descobrirem que tudo não passava de um golpe.

Eu não desconfiei porque é do colégio (…) Ela chegou do colégio com aquele papel, então não passou pela minha cabeça que poderia ser um golpe. É uma sacanagem fazer isso com a gente, né? Porque a gente… [É] brincar com o sentimento das pessoas, com as esperanças do meus filhos porque eles estão muito chateados e eu também, né? Porque uma coisa dessa é um absurdo.

A advogada Sônia Januário, que representa os suspeitos detidos, afirmou que se trata de uma empresa que oferece uma palestra para um curso de formação para a carreira militar e, depois de fazer este curso, é que os estudantes poderiam fazer o concurso para tentar entrar em uma das forças militares do Brasil.

O Núcleo de Educação de Foz do Iguaçu informou que desconhece a entrada destas pessoas nos colégios estaduais da cidade e que vai entrar em contato com os diretores para alertar sobre o perigo de receber pessoas nos colégios, sem um pedido oficial.

 
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