Ontem (02), a Polícia Militar de Guaíra foi acionada paradeslocar-se até aldeia indígena Tekoha Marangatu, onde uma jovem de 18 anos de origem Guarani informou que por volta das 7 horas foi perseguida e feita refém quando se deslocava para a sede da Funai, no Jardim Zeballos, onde ela trabalha como recepcionista.
Segundo a indígena, ela caminhava pela Rua Paraguai quando desceu de um carro preto, um homem moreno e alto, aparentando ter entre 27 e 30 anos, que trajava camisa vermelha, usava óculos e luvas. O suspeito lhe agarrou e a colocou com violência dentro do carro.
No interior do veículo haviam outros dois homens, que imobilizaram a vítima no banco de trás. Eles perguntaram por diversas vezes se a moça era funcionária da Funai, dizendo que iriam violentá-la e matá-la se ela não respondesse.
Ao confirmar que trabalhava na Funai, os agressores pediram que ela desse um recado a equipe, dizendo que iriam acabar com a Funai e os índios, afirmando que os fazendeiros não vão permitir que eles fiquem nas terras.
Os suspeitos também ameaçaram as lideranças indígenas de Guaíra. Ela também relatou que antes de soltar a soltarem em uma estrada de terra, ela foi abusada. Na sequência, a moça retornou a pé para casa, onde pediu ajuda a uma professora da Escola Indígena da aldeia Marangatu. A vítima foi encaminhada para até o posto da Polícia Federal, onde foi formalizada a denúncia.
Segundo a moça, ela acredita que vinha sendo seguida vários dias, inclusive é constante a ameaça de atropelamento que os indígenas vem sofrendo por veículos que usam adesivos pedindo pela extinção da Funai. A indígena revelou ainda que é irmã do cacique Inácio Martins, que vem sofrendo represálias pela aldeia ter ocupado terras na região de Guaíra.